A promessa de embarque mais rápido e filas menores nos ônibus de Curitiba já está em teste e tem dado o que falar. A Urbanização de Curitiba (Urbs) vem testando, há cerca de um ano, uma estação-tubo autônoma na Praça Rui Barbosa, no Centro de Curitiba. Agora, segundo informações da Prefeitura de Curitiba, novos modelos de automatização devem passar por avaliação no segundo semestre.

Estação-tubo autônoma, que não tem cobrador para o pagamento dos ônibus de Curitiba e sim uma porta de vidro, é testada
Foto: Valquir Kiu Aureliano/SECOM.

Vídeos mostrando o funcionamento da estação-tubo automática circularam nas redes sociais e despertaram curiosidade e debate. Por enquanto, a Urbs trata o projeto como fase de testes. A avaliação envolve eficiência tecnológica, tempo de acesso e aceitação dos passageiros.

Como funciona a estação-tubo autônoma em Curitiba?

O modelo em teste permite que o passageiro acesse a estação por meio de porta eletrônica com validação automática. O embarque ocorre mediante validação do cartão-transporte, cartão de crédito ou débito.

O sistema utiliza o chamado mecanismo de clausura, que são dois portões em sequência. O segundo só abre após o primeiro se fechar, criando um espaço intermediário protegido.

Na prática, o passageiro entra sozinho, valida o cartão e segue para o embarque.

“Essa estação autônoma que está sendo testada no sistema de clausura não será a única. Teremos outros testes nos próximos meses para buscar a melhor opção, a mais eficiente e a que mais agrade o passageiro do transporte coletivo de Curitiba. Estamos avaliando a tecnologia, o tempo de acesso e aceitação. Uma das vantagens é reduzir, para o passageiro, o tempo de espera, com embarque rápido e redução da fila”

diz o presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia Neto.

Onde está funcionando o teste?

A estação escolhida para o teste fica na Praça Rui Barbosa e atende a linha Pinheirinho/Rui Barbosa. O local não foi por acaso: é uma das maiores estações-tubo da cidade e recebe cerca de 5 mil passageiros por dia.

O sistema automático opera em apenas um dos lados da estação. No outro, o atendimento com cobrador segue normalmente. O passageiro pode escolher qual modelo utilizar.

Embarque em até 10 segundos?

Atualmente, a entrada pela porta automática leva cerca de 15 segundos. Mas esse tempo pode cair.

“É um tempo regulável. Nós inicialmente regulamos para 15 segundos, mas ele pode ser ajustado para até 10 segundos, 8 segundos. Estamos fazendo avaliações e ajustes”

diz Maia Neto.

A expectativa é que, com ajustes na programação e nos sensores, o acesso fique ainda mais rápido.

Estação-tubo autônoma, que não tem cobrador para o pagamento dos ônibus de Curitiba e sim uma porta de vidro, é testada
Foto: Valquir Kiu Aureliano/SECOM.

Câmeras, biometria facial e sensores inteligentes

O sistema não depende apenas da validação do cartão. Ele também utiliza:

  • Câmeras que identificam se há apenas uma pessoa dentro da clausura
  • Validador com biometria facial, que confere se quem passa é realmente o dono do cartão-transporte

A tecnologia começou a ser desenvolvida em 2019, pela área de Planejamento e Desenvolvimento da Urbs, em parceria com a empresa Assa Abloy.

“É uma tecnologia inovadora, que, como toda novidade, passa por ajustes até atingir o funcionamento perfeito. Neste período de um ano fizemos algumas adaptações e mudanças. No momento estamos trabalhando em ajustes dos sensores e da velocidade das portas, o que será feito com o avanço dos testes. A intenção também é rever algumas regras de programação da automação para ganhar velocidade”

diz Thiago Marquardt, gestor de Planejamento e Desenvolvimento da Urbs.

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Estação-tubo autônoma, que não tem cobrador para o pagamento dos ônibus de Curitiba e sim uma porta de vidro, é testada
Foto: Valquir Kiu Aureliano/SECOM.