Moradores protestam desde a manhã deste sábado (16) contra o corte de árvores na Avenida Arthur Bernardes, no bairro Santa Quitéria, em Curitiba. A manifestação acontece por conta das obras do projeto Novo Inter 2, responsáveis pelo bloqueio da via neste fim de semana.

A Avenida Arthur Bernardes integra o Lote 1 do Novo Inter 2, pacote de intervenções que prevê obras em cerca de 16 quilômetros de ruas dos bairros Santa Quitéria, Portão, Seminário, Campina do Siqueira e Vila Izabel.
Durante os trabalhos realizados no sábado e neste domingo (17), dezenas de árvores foram retiradas da Arthur Bernardes, o que gerou revolta entre moradores e integrantes do movimento SOS Arthur Bernardes, grupo que luta desde 2024 para impedir a derrubada das árvores.
Os moradores participaram de audiências públicas, que discutiam a retirada das árvores. Em uma das audiências, em 2024, a Prefeitura de Curitiba não enviou representantes. Nos protestos deste final de semana, alguns ativistas chegaram a se amarrar nos troncos para tentar barrar os cortes.
“É uma árvore nativa, cada vez mais rara. O cenário é de devastação. A gente não foi avisado que os cortes seriam feitos hoje”
afirmou uma ativista em vídeo publicado nas redes sociais.
Moradores protestam contra derrubada de árvores na Arthur Bernardes
A Guarda Municipal (GM) de Curitiba foi acionada para auxiliar as equipes responsáveis pelos trabalhos de derrubada na Arthur Bernardes, e foi alvo de críticas dos ativistas.
Durante uma das situações registradas neste domingo, uma moradora e ativista do movimento SOS Arthur Bernardes afirmou que agentes da GM teriam usado violência para afastar manifestantes que protestavam no local.
“O despreparo da Guarda Municipal, se achando o BOPE contra o tráfico diante de cidadãos comuns, me assustou. Não teve diálogo, não teve empatia”
publicou a mulher nas redes sociais.
O que diz a prefeitura?
Em nota, a Prefeitura de Curitiba informou que concluiu a retirada das árvores na Arthur Bernardes neste domingo e afirmou que a presença da Guarda Municipal ocorreu para garantir a segurança de trabalhadores e pedestres.
Segundo a prefeitura, havia risco de queda de galhos durante os serviços, o que exigia o isolamento da área para evitar acidentes.
“Aqueles que acessaram indevidamente o espaço foram orientados pela Guarda Municipal a deixar o local”
informou a administração municipal.
A prefeitura também negou qualquer tipo de violência durante a ação e afirmou que os agentes atuaram para garantir a realização das obras na Arthur Bernardes.
“Os agentes atuaram de forma preventiva e organizada, com a finalidade de manter a ordem e assegurar que os trabalhos fossem executados com segurança para todos os envolvidos”
finalizou, em nota.
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