Com o encerramento das medidas restritivas no Paraná previsto para a próxima segunda-feira (8), a dúvida é saber se o governo estadual vai prorrogar o lockdown, ampliar as restrições ou suspender o decreto. Porém, diante dos números da Covid-19 em alta no estado, a tendência é que as medidas permaneçam.

Comerciantes de São José dos Pinhais em protesto nesta sexta-feira – Foto Banda B

Nesta quinta-feira (4), a ocupação de leitos exclusivos de UTI para Covid-19 pelo SUS atingiu a marca de 96%, segundo o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto. A fila de espera por um leito no Paraná estava com 811 pessoas.

“Nós temos muitas atividades consideradas essenciais que estão abertas. Talvez nesse momento mais duro fosse o caso que nem elas ficassem abertas. Precisamos que a taxa de isolamento aumente (…) Precisamos de pouco movimento, de isolamento domiciliar, diminuição de pessoas nas ruas, para que o vírus circule menos. Caso contrário, nós vamos continuar com pessoas todos os dias sendo atendidas nas UPAs com dificuldades para ir para o hospital”, disse o secretário, em entrevista ao telejornal da RPC, Bom Dia Paraná.

Desde o dia 27, o Paraná só permite o funcionamento de serviços essenciais. Shoppings, comércio em geral, salões de beleza, academias, cultos religiosos, escolas estão entre as atividades suspensas.

Protesto

Sem condição de esperar mais para voltar a funcionar, comerciantes de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba (RMC), espalharam cruzes em sinal de protesto, no centro da cidade.

A empresária Jane Marrie, que tem três salões de beleza e uma loja de cosméticos, diz que não tem como pagar o salário dos funcionários e nem o aluguel. “A primeira semana do mês responde por 50% do nosso faturamento. Não aguentamos mais. Há um ano estamos neste abre e fecha. Hoje não tenho como pagar meus funcionários e nem pagar o aluguel das lojas”, lamenta.

A advogada Tamires Silva, que atende pequenos empresários, diz que a situação é dramática. “O comércio está em luto. É um isolamento social sem planejamento, sem nenhuma ajuda aos empresários. Ninguém tem fôlego mais e as cruzes representam a morte do comércio”, afirmou.

Os comerciantes saíram do centro em carreata com buzinaço para chamar a atenção para o drama do fechamento.

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Comerciantes protestam com cruzes no dia em que Governo pode prorrogar lockdown no Paraná

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