Com alta adesão à vacina, Curitiba não trabalha para implantar ‘passaporte sanitário’

Segundo o Vacinômetro Nacional, 1.420.355 moradores com mais de 18 anos já receberam duas doses de vacina

Felipe Ribeiro

Com discussão aberta em diversas cidades e projeto protocolado no Senado, o ‘passaporte sanitário’ se tornou um dos principais pontos da retomada econômica no país. Rechaçado pelo presidente Jair Bolsonaro, o documento que obriga a vacinação contra a Covid-19 tem sido debatido principalmente em estados e municípios, já com vista a festas de fim de ano e Carnaval. Em Curitiba não é diferente e o tema foi discutido no Comitê de Técnica e Ética Médica, mas a visão de momento é de que ele não deve ser implantado na cidade.

Foto: Agência Brasil

A secretária municipal da Saúde de Curitiba, Márcia Huçulak, lembra que a adesão à vacina é muito positiva, o que torna a obrigatoriedade desnecessária no momento. “É importante que todos se imunizem, claro, mas nunca estabelecemos a obrigatoriedade entendendo que o fato de você estar vacinado não impede que você tenha Covid e transmita a doença”, explica.

Segundo o Vacinômetro Nacional, 1.420.355 moradores com mais de 18 anos já receberam duas doses de vacina, o que equivale a 90% do público.

Projeto do ‘Passaporte Sanitário’

No texto que tramita no Senado, o ‘passaporte sanitário’ garante que pessoas vacinadas ou que testaram negativo para Covid-19 circulem em espaços públicos ou privados onde há restrição de acesso. O objetivo, segundo o senado Carlos Portinho (PL-RJ), é conciliar a adoção de medidas restritivas para conter a pandemia com a preservação dos direitos individuais e sociais.

Máscara

Com a posição de Curitiba, a secretária destaca a importância do uso da máscara. “A barreira de transmissão que ainda temos é a máscara, principalmente no ambiente que não é do seu dia a dia”, diz.

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