O que parecia vazamento de gás em um prédio de 21 andares no bairro Bigorrilho, em Curitiba, terminou em uma descoberta no mínimo inusitada e com moradores respirando aliviados. A situação aconteceu no começo da tarde desta segunda-feira (23), na Rua Padre Anchieta, quase no cruzamento com a Francisco Rocha, no bairro Bigorrilho, em Curitiba.

Bombeiros são acionados para vazamento de gás e descobrem vazamento de combustível em prédio do Bigorrilho
Moradores do prédio, de 21 andares, levaram um baita susto no Bigorrilho. Foto: Kainan Lucas/Banda B.

Conforme apurou a Banda B, equipes do Corpo de Bombeiros do Paraná foram acionadas para atender uma ocorrência num prédio. A informação inicial era direta: forte cheiro de gás, sentido principalmente no 17º andar do edifício.

Moradores de todos os andares, do térreo ao 21º, relataram o mesmo odor. O prédio inteiro entrou em alerta.

Prédio sem gás, mas com cheiro

Ao chegar ao local, os bombeiros começaram a checagem. E foi aí que o cenário começou a mudar, segundo o sargento Valdeci, do Corpo de Bombeiros.

“A gente foi acionado porque sentiram um forte cheiro lá no 17º andar, que aparentemente seria de gás. Aí fizemos uma verificação e constatamos que no prédio não há tubulação de gás, não há central de gás. E aí, investigando aqui o local, descobrimos que se tratava de uma moto que vazou cerca de 5 ou 7 litros de gasolina e acabou gerando vapor, o fosso de elevador acabou sugando esse vapor para todo o prédio”.

contou o sargento Valdeci, do Corpo de Bombeiros.

Ou seja: não era gás encanado. Não era vazamento estrutural. Era gasolina.

Bombeiros são acionados para vazamento de gás e descobrem vazamento de combustível em prédio do Bigorrilho
Bombeiros confirmaram que não havia risco de explosão. Foto: Kainan Lucas/Banda B.

O caminho do cheiro

A motocicleta estava na garagem subterrânea e teve vazamento de combustível, pouco mais de 5 litros, conforme apurado no local. O vapor gerado foi sugado pelo sistema de exaustão ligado ao fosso do elevador, espalhando o odor por todos os andares.

O cheiro subiu. Moradores imaginaram o pior. Mas, segundo os bombeiros, o risco era limitado.

“Apesar do vapor de gasolina ser bem volátil, a quantidade ali não era suficiente [para um incêndio], foi mais o cheiro mesmo que incomodou”.

acalmou o sargento dos bombeiros.

Só susto

Não houve vítimas, não houve incêndio e não houve necessidade de evacuação total. O caso terminou como começou: com cheiro forte e muita curiosidade.