Paciente que vai passar por transplante de medula óssea faz apelo por 75 doadores de sangue em Curitiba

Doações precisam ser realizadas no Banco de Sangue do Hospital Erasto Gaertner

Mariana Padilha

A consultora comercial Lisiane Cardoso viu a sua vida mudar completamente após a descoberta de um Linfoma, em julho de 2022. Após passar por diversas sessões de quimioterapia, a catarinense de 42 anos agora precisa fazer um transplante de medula óssea e, para isso, necessita de doações de sangue O- para chegar mais próximo da cura. Ela está internada no Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba, e faz um apelo para encontrar 75 doadores.

Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal

Lisiane explica que, como as plaquetas vão zerar após o transplante, existe a possibilidade de hemorragia. Por isso, a necessidade do estoque de sangue.

“Uma das orientações no pré-transplante é ter o número de doadores de sangue compatível com o peso do paciente, mas meu sangue é O-, um tipo difícil”, descreve Lisiane.

A paciente precisa de 75 doadores de sangue O-, tipo sanguíneo que é doador universal, porém, só pode receber de outro doador com o mesmo tipo.

Como ela é moradora de Florianópolis, Santa Catarina, e as doações precisam ser realizadas no Banco de Sangue do Hospital Erasto Gaertner, iniciou a campanha nas redes sociais.

“Todas as doações de sangue deverão ser agendadas com o banco de sangue da instituição pelos telefones (41) 3165-4509/3165-4510 /3165-4511 no nome de Lisiane Cardoso” diz a publicação da mulher.

Na terça-feira (25), a consultora comercial será internada para começar o tratamento.

“Amanhã eu já me interno e já inicio a parte da mobilização da medula e já iniciam com processo de quimioterapia para matar as minhas células e no momento que estiver tudo zerado pegam a minha medula e fazem a infusão”, explica.

Doença

Lisiane começou a sentir dores enquanto cuidava do filho que se recuperava da Covid-19. Porém, achava que era por conta do esforço, já que o filho é grande.

“Essas dores foram se intensificando e não tinha nenhum remédio que aliviasse. Fiz alguns exames que identificaram que eu estava com lifonodos aumentados e, daí, começou uma investigação com suspeita de linfoma”, relembra a catarinense.

Somente em julho de 2022, quando realizou uma nova biópsia, Lisiane descobriu que se tratava de um linfoma

“Começou o meu protocolo de quimioterapia onde eu fiz 6 ciclos de quimio estando internada, 5 dias sempre de infusão 24h e ficava 16 dias em casa”, conclui a mulher.

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