Alunos, parentes e amigos de Aguinaldo Cavalheiro de Almeida participaram de uma manifestação na Praça Santos Andrade, em Curitiba, na manhã deste sábado (25). A data marca um mês da morte do professor Guiga, como era carinhosamente chamado, aos 48 anos.

Foto: Reprodução Instagram.
Ele sofreu um traumatismo craniano em consequência de um espancamento ocorrido durante o roubo de sua bicicleta na região central da capital.
No ato, iniciado às 9h, os participantes fizeram um passeio de bicicletas até o Centro Cívico. Os manifestantes realizaram o ato de colocar uma “Bike Branca” na Ciclovia Rio Belém, no trecho entre a Avenida Cândido de Abreu e a Rua Aristides Teixeira.
O ritual de instalar uma bicicleta branca acontece quando uma pessoa morre em decorrência de um acidente ou de violência no trânsito, envolvendo o meio de transporte. Organizada pelo movimento Cicloativismo Curitiba, a manifestação pede maior atenção da Secretaria Municipal de Defesa Social e Trânsito (Setran) e a melhoria da ciclopatrulha.
O caso da morte de Guiga
Guiga morreu na madrugada de 25 de maio de 2022. Ele foi espancado nas imediações do Passeio Público, no Centro de Curitiba. Ele era professor do Instituto de Educação do Paraná. As agressões contra Guiga aconteceram em um sábado, 13 de março de 2022.
O professor usava uma bicicleta avaliada em aproximadamente R$ 7 mil. Todos os dias saía de casa e seguia até a escola com ela. Foi justamente em um destes dias que Guiga foi surpreendido e atacado por ladrões.
A polícia até hoje não sabe quem cometeu o crime. A bicicleta também não foi encontrada.