Até quando vamos usar máscaras e manter restrições contra a Covid-19? Infectologista responde

O Distrito Federal (DF) flexibilizou as regras para o uso de máscaras a partir desta quarta-feira (3)

Rodrigo Schievenin e Sabrina Cardoso

A médica infectologista, Flávia Cunha Gomide Capraro, conversou com a Banda B nesta quarta-feira (03) sobre a flexibilização das medidas de restrição contra o coronavírus. Com a melhora dos números da pandemia, as discussões sobre o abandono das máscaras e sobre o afrouxamento de outras medidas têm acontecido em diversas cidades do país.

Foto: Governo de SC

Sobre a não obrigatoriedade do uso de máscaras, a especialista acredita que isso será possível apenas em um cenário sem mortes pela doença e com uma taxa de transmissão do vírus igual a zero.

“Eu imagino que o momento propício seria aquele em que não tivermos mais mortes pela Covid. Em Curitiba, faz uma semana que estamos com uma média de três óbitos diários. Outro fator é a taxa de transmissão que precisa chegar a zero. Mas quem vai decidir quais são os critérios realmente para essa decisão são as secretarias de Saúde”, afirmou Capraro à Banda B.

Com a diminuição da circulação da Covid-19, a infectologista defende que as restrições podem continuar, porém com foco no público mais vulnerável. O relaxamento das medidas com a melhora dos indicadores da pandemia é visto como natural pela especialista.

“Eu acho que é natural esse relaxamento. Não conseguimos sustentar todas essas medidas por muito tempo. E realmente, conforme o vírus for circulando menos, há cuidados que podem ir diminuindo. Na minha opinião pessoal tudo depende da taxa de transmissão, então quando vermos o vírus circulando pouco, talvez o foco fique naqueles mais vulneráveis e não na população em geral. Talvez a gente continue usando máscara em hospitais, em restaurantes no preparo de alimentos, mas acredito que não continue em toda a cidade”, opinou ela.

Bons hábitos

Ainda segundo Capraro, apesar do afrouxamento de algumas medidas, outras instaladas durante a pandemia poderiam continuar mesmo após o fim do cenário. É o caso da higienização dos produtos que compramos no supermercado.

“Via de regra, tudo que você coloca na geladeira teria que ser higienizado. Talvez aqueles produtos que você vai deixar estocado e consumir só daqui uma semana não precise, até porque o vírus não vai permanecer ali por tanto tempo, mas de resto é um bom hábito para se manter por toda a vida”, concluiu.

Flexibilizações

O Distrito Federal (DF) é mais uma unidade da Federação que passa a flexibilizar as regras para o uso de máscaras de proteção contra a covid-19. A partir desta quarta-feira (3), em ambientes abertos como ruas, clubes e parques, o uso fica liberado. A proteção, no entanto, de acordo com decreto publicado na última terça-feira (26) pelo governador Ibaneis Rocha, continua sendo obrigatória no transporte público, comércio, indústrias e em áreas comuns de condomínios.

No Rio de Janeiro, a lei que flexibiliza o uso de máscaras já está em vigor desde a última quinta-feira (28). No mesmo dia, a prefeitura também flexibilizou o uso de máscaras em lugares abertos na cidade, alcançando os 65% de toda a população completamente imunizada.

Curitiba

A Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba registrou, nesta quarta-feira, 94 novos casos de covid-19 e três óbitos de moradores da cidade infectados pelo novo coronavírus. Dois destes óbitos ocorreram nas últimas 48 horas. 

Até o momento foram contabilizadas 7.750 mortes na cidade provocadas pela doença neste período de pandemia.

Com os novos casos confirmados, 296.840 moradores de Curitiba testaram positivo para a covid-19 desde o início da pandemia, dos quais 287.369 estão liberados do isolamento e sem sintomas da doença.

São 1.721 casos ativos na cidade, correspondentes ao número de pessoas com potencial de transmissão do vírus.

Sair da versão mobile