Após passeata, manifestantes contra Bolsonaro se concentram na Santos Andrade

O local será palco de diversas manifestações durante a tarde de hoje (14)

Rodrigo Schievenin e Antonio Nascimento

Depois de se reunirem na Praça Nossa Senhora de Salete, na manhã desta sexta-feira (14), como parte dos atos da greve geral marcada em todo o país, funcionários públicos estaduais de várias categorias e servidores municipais partiram em passeata até a Praça Santos Andrade, no Centro de Curitiba. Durante a tarde, o local será palco de diversas manifestações contra o governo Bolsonaro.

(Foto: Antônio Nascimento)

Segundo Regina Cruz, presidente da Central Única dos Trabalhadores do Estado do Paraná (CUT Paraná), os manifestantes paranaenses cumpriram o seu papel até aqui. “Eu acho que Curitiba e Região Metropolitana, além de várias outras cidades do Paraná, cumpriram seu papel nessa greve. Foi muito importante esse debate com o governador e continuamos na luta resistindo à reforma da previdência”, concluiu Cruz. “Nessa resistência, ainda conseguimos paralisar 40% dos ônibus aqui em Curitiba, mesmo o sindicato da categoria não tendo aderido às paralisações”,  contou a presidente da CUT no Paraná.

Ainda segundo Cruz, uma nova greve deve ser marcada quando a reforma da previdência entrar em votação no Congresso Nacional. “Assim que a reforma for tramitando e quando ela chegar no plenário, as centrais vão se reunir e marcar outra greve geral no país todo”, afirmou.

Greve dos servidores estaduais

Os representantes do Governo receberam os representantes dos servidores no Palácio Iguaçu, na manhã desta sexta-feira (12). A data-base do reajuste anual dos servidores públicos paranaenses venceu em maio e os funcionários do Executivo estão com os salários congelados desde 2016, com perdas em 17,4%. Até o momento já houve oito rodadas de negociação sem acordo.

O Governo já informou que não deve dar nenhum reajuste com a alegação de que os gastos com pessoal já estão no limite da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e que a situação da economia do País não favorece nenhum aumento.

“Participamos desta reunião levando os últimos estudos, tudo documentado, com o balanço orçamentário que prova que o governador Ratinho Junior pode sim dar um reajuste agora de 4,84% retroativo a maio, que representa a inflação dos últimos 12 meses, e abrir um debate para reajuste de 1% em outubro e mais 1% em dezembro referentes ao acumulado de 14,54% destes quanto anos sem reajuste salarial. Como não vimos nenhuma intenção por parte do Governo de atender aos servidores, entramos em estado de greve e poderemos parar a partir do dia 25 de junho em todo o estado”, disse o presidente da APP-Sindicato, Hermes Leão, após mais uma rodada de negociação com representantes do Governo no Palácio Iguaçu.

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