Curitiba registrou no último sábado (2) um recorde histórico em relação ao clima: os termômetros atingiram a marca de 35ºC e fizeram a capital paranaense ter o dia mais quente do ano, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O dia com mais calor registrado até então havia sido em 12 de novembro: 34,8ºC.

A maior temperatura já vista pelos curitibanos, diz o Inmet, foi em 2 de outubro de 2020, quando os termômetros mediram 35,5ºC – resultado de uma forte onda de calor durante a primavera daquele ano.

Curitiba sob 35°C: 2023 é o mais quente em mais de 170 anos, confirma agência da ONU
O Inmet passou a fazer medições com mais frequência na década de 1930 – Foto: José Fernando Ogura/AEN

Veja a lista de maiores temperaturas já registradas em Curitiba pelo Inmet:

☀️ 35,5°C em 2 de outubro de 2020

☀️ 35,0°C em 2 de dezembro de 2023

☀️ 34,9°C em 30 de outubro de 2019

☀️ 34,8°C em 12 de novembro de 2023

☀️ 34,8°C em 17 de fevereiro de 1975

Segundo o Climatempo, o calor sentido no sábado foi resultado de um dia de sol forte, com poucas nuvens durante a maior parte do dia, além do predomínio de ventos quentes vindos do Norte do Brasil. Além disso, a proximidade do verão também tem influenciado.

“A marca de 35°C é um valor extremamente alto para os padrões climáticos normais de Curitiba em qualquer época do ano. A média climatológica da temperatura máxima de dezembro é de 26,7°C, pelos cálculos do Inmet para o período de 1991 a 2020”, informou o Climatempo.

A empresa que oferece serviços de meteorologia aponta que a capital do Paraná terá um dezembro quente.

Ano mais quente

Relatório publicado pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) no final de novembro destaca que, no Brasil, 2023 é o mais quente em 174 anos. O documento desenvolvido com apoio do Instituto Nacional de Meteorologia revela que a temperatura média da superfície global ficou 1,4°C acima da média de 1850/1900. A OMM é uma agência especializada da Organização das Nações Unidas (ONU).

“Em quatro meses consecutivos, de julho a outubro, as temperaturas ficaram acima da média histórica, sendo que setembro apresentou o maior desvio (diferença entre o valor registrado e a média histórica) desde 1961, com 1,6°C acima da média histórica no período de 1991/2020”, diz o Inmet.

O órgão ressalta que as altas temperaturas registradas em todo o país possuem influência do fenômeno El Niño – aquecimento acima da média das águas do Oceano Pacífico Equatorial –, além do aumento da temperatura global da superfície terrestre e dos oceanos.

No Brasil, a previsão para o verão (22 de dezembro a 20 de março de 2024) é de persistência das temperaturas elevadas em grande parte do país, variando entre 0,5° e 1°C acima da média, principalmente, no interior das regiões Norte e Nordeste, além de áreas do norte de Mato Grosso e de Minas Gerais e oeste de Mato Grosso do Sul.

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Curitiba sob 35°C: 2023 é o mais quente em mais de 170 anos, confirma agência da ONU

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