O que parecia um susto isolado virou enigma em dose dupla. Depois de celulares dispararem um alerta classificado como “extremo” na manhã de quarta-feira (25), o mesmo alerta voltou a aparecer nesta quinta-feira (26) em Curitiba. A mensagem, curta e enigmática, dizia: “TEST warning message A-B”, que significa “mensagem de aviso de teste AB”. E, mais uma vez, ninguém sabe oficialmente de quem é a autoria.

Curitibanos relataram que o aviso surgiu de forma repentina, acompanhado do som característico de alerta emergencial. Sem temporal fora do comum naquele momento, sem desastre em andamento, mas com o telefone apitando como se algo grave estivesse prestes a acontecer.
Em nota, a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) foi categórica: “mensagens divulgadas nos dias 25 e 26 não fazem parte do Defesa Civil Alerta”.
A Defesa Civil Estadual reforçou que outros sistemas da Cedec não emitiram as mensagens e que o Simepar também não deu origem ao alerta.
Segundo o órgão, eles reportaram os casos registrados no Paraná à Anatel e à Secretaria Nacional de Defesa Civil, responsável pela interface de emissão dos alertas, que agora analisa as causas para esclarecer a origem do ocorrido.
- Ônibus de Curitiba voltam a aceitar pagamento com celular e relógios inteligentes a partir de domingo
Alerta extremo nos celulares
A Cedec também explicou que o Defesa Civil Alerta é o sistema oficial de envio de mensagens por tecnologia cell broadcast, disponível desde 2024, utilizado exclusivamente em caso de eventos severos ou extremos. Ou seja: o alerta que assustou moradores da capital não saiu desse sistema.
A reportagem já havia procurado o Simepar, que reiterou que apenas emite avisos meteorológicos e presta serviço à Defesa Civil, não sendo responsável por disparos diretos à população.
Ainda conforme a Defesa Civil Municipal, o alerta também não foi emitido pelo município.

Alertas vieram de operadoras?
O episódio ocorre em meio ao avanço de uma frente fria que pode alterar a direção dos ventos e deixar Curitiba em alerta para chuva forte. Dos quatro relatos recebidos pelo portal Banda B, todos têm algo em comum além do susto: são clientes da operadora TIM. Apesar disso, usuários de outras operadoras também receberam, como VIVO e Claro.
A reportagem acionou a Associação Brasileira de Recursos em Telecomunicações (ABR Telecom), que atua na gestão de soluções tecnológicas para operadoras, e aguarda retorno.
Enquanto não se sabe de quem é a autoria do alerta, se é um teste interno que escapou para usuários, uma falha técnica ou erro de configuração, por enquanto, a única certeza é que o alerta deixou (e pelo visto continua deixando) muita gente assustada.