Uma adolescente de 16 anos, de Curitiba, que luta contra uma cardiopatia congênita e sem cura, precisa de um novo aparelho de oxigênio, para garantir melhor qualidade de vida e pede ajuda online.

Foto: Arquivo Pessoal.
A curitibana Mariana Victoria Gonçalves da Silva nasceu com Atresia Pulmonar com Comunicação Interventricular. Após o parto, ela foi encaminhada direto para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e não sobreviveria por mais de um mês, segundo estimativa dos médicos.
A mãe da adolescente, Christiane Baptista Gonçalves da Silva, conta que passado o período, os especialistas aumentaram as estimativas para não mais do que 12 anos de idade.
Hoje com 16 anos, Mariana continua firme, porém, para manter-se assim, necessita de um novo aparelho de oxigênio portátil. A curitibana precisa de oxigênio 24 horas por dia. Ela tem um cilindro em casa, que usa o tempo todo, mas ela depende de um portátil para poder ir à escola, ao médico e passear com a família.
“Graças a Deus, hoje ela está com 16 ano. Mas ela usa oxigênio desde os 8. Como o coração dela é aberto, mistura sangue limpo com sangue sujo, a pressão do sangue pro pulmão fez com que ela perdesse o pulmão direito. A saturação dela é muito baixa. O basal dela não passa de 68, o oxigênio ajuda a melhora esse basal, chega no máximo a 72. É para que tenha uma qualidade de vida um pouco melhor, é um tratamento paliativo. Os médicos já falaram que não tem cura e que a doença está em estágio final. Claro que a gente acredita em Deus. A gente entende que a ciência tem seus recursos, mas que os recursos de Deus são ilimitados”,
afirma a mãe.
O oxigênio portátil usado desde os 8 anos foi adquirido por meio de uma campanha online, feito por amigos da Igreja do Santa Quitéria. Em três dias, a família arrecadou os R$ 15 mil suficientes para comprar o aparelho na épica. Com o uso, ele desgastou e danificou. De acordo com a mãe de Mariana, o equipamento não tem conserto e está fora de linha, por isso é preciso substituir.
A família então criou uma nova campanha online, no site Vakinha.com, para arrecadar o valor necessário. “Um novo custa de R$ 17 mil a R$ 25 mil. Infelizmente a gente não tem condições. Tentei um empréstimo, mas não consegui”, afirma Christiane.
O aparelho portátil tem uma bolsa, que Mariana pode carregar, e um suporte de rodinha, para evitar cansaço. “Faz alguns dias que ela não vai para a escola porque não tem como ela ir. Ela não pode ficar sem oxigênio. Ela tira por questão de segundos para lavar o rosto, tomar banho. Mas para dormir, se locomover, ela precisa do oxigênio. Para ter uma vida normal como qualquer outra criança, ir pra escola, igreja, passear, na casa dos avós, que gosta de ir.”