Um rapaz que saiu com o cunhado para procurar emprego acabou vítima de um grave acidente de trânsito no bairro Butiatuvinha, em Curitiba, na manhã desta quinta-feira (10).

Foto: Djalma Malaquias/Banda B.
Eles seguiam de bicicleta pela Avenida Napoleão Manosso, quando um deles foi atingido por um caminhão, que seguia sentido Avenida Manoel Ribas.
A vítima sofreu um ferimento grave na cabeça e teve que ser levado de helicóptero a um hospital de Campo Largo, na região metropolitana. (Assista ao vídeo abaixo)
“O condutor da bicicleta bastante agitado. Precisamos amarrá-lo na tábua de mobilização. São lesões sérias. É um ferimento importante que precisa ser bem avaliado no hospital”,
afirma o sargento Trindade, do Corpo de Bombeiros.
O cunhado da vítima não foi atingido. “Sou açougueiro e ele também e viemos atrás de serviço. No momento que a gente estava vindo, o caminhão pegou e jogou ele. A gente estava trafegando normal, o caminhão jogou e foi embora”, diz.
Motorista não prestou socorro
O condutor do veículo que atropelou o açougueiro deixou o local sem prestar socorro. Porém, minutos depois uma equipe da Guarda Municipal localizou o motorista e foi conduzido novamente ao local do acidente.
Ele alegou para a reportagem da Banda B que não viu o acidente.
“Eu tava de foco na direção da rua. Foi uma surpresa. Não vi que bati”
O guarda municipal Oliveira conta que a equipe recebeu informações sobre a ocorrência de um motorista que presenciou o acidente. “Estávamos fazendo uma outra atividade e um motorista passou, nos passou a placa do veículo, informando que ele havia atropelado, mas não havia prestado socorro. Saímos em busca desse veículo e, na altura do Contorno Norte com a BR-277, nós o encontramos sobre o viaduto”, relata.
O motorista foi abordado e não resistiu, segundo Oliveira. “Ele disse que não havia visto o acidente e nós o conduzimos aqui para os procedimentos legais. Ele vai ser encaminhado para a Dedetran [Delegacia de Delitos de Trânsito], porque esse tipo de atitude, não prestar socorro, mesmo que a pessoa alegue que não tenha visto, constitui um crime.”