Doar órgãos é importante e salva vidas. É essa a mensagem que quer passar o Instituto para Cuidado do Fígado (ICF) nesta terça-feira (27), com uma ação que vai ser feita no Sesc da Esquina, em Curitiba. A ação marca o Dia Nacional da Doação de Órgãos e haverá outras ONGs também mostrando a importância da doação em todos os sentidos: sangue, cabelo para fabricação de perucas, amor, ajuda a animais de rua.

Desde 2015, a equipe do ICF é a responsável pelo serviço de transplantes hepáticos do Hospital do Rocio, em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Além disso, há 12 anos, atende gratuitamente pacientes com problemas hepáticos, orientando desde o diagnóstico das doenças do fígado até o término do tratamento, seja ele tomando remédios ou realizando um transplante.
Índices das doações
Depois da queda das doações de órgãos devido ao período agudo da pandemia, os números de transplantes no Brasil começam a se recuperar. Segundo o Registro Brasileiro de Transplantes (RBT), divulgado pela Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), entre janeiro e junho de 2022 foram doados no país 3.677 órgãos, sendo 1.007 fígados.
No mesmo período, no Paraná, foram 588 notificações de possíveis doadores. Dessas, 61% eram de não doadores. E outros 169 resultaram em transplantes. A expectativa é que os números melhorem no segundo semestre, terminando o ano com taxas de doação e transplante próximas às de 2019. Isso porque, no Brasil, as taxas de notificação de potenciais doadores (59,4 pmp), de doadores efetivos (15,4 pmp) e de efetivação da doação (28%) foram superiores às obtidas no primeiro semestre de 2021.
Conscientização
Para marcar o Setembro Verde, mês de conscientização sobre a doação de órgãos, o ICF, que presta atendimento voluntário em Curitiba, vai fazer uma ação para mostrar a importância da doação em todos os sentidos. A ação vai ser das 9h às 15h e o Sesc da Esquina fica na Rua Visconde do Rio Branco, 969, nas Mercês.
“Este ano, fomos além da doação de órgãos e quisemos abordar a doação e a empatia em todos os sentidos. Porque para que aconteça um transplante, é preciso que o tema do amor, da vida e de se doar ao próximo façam parte da história da família. Por isso, convidamos diversas entidades que trabalham com a doação nos diversos aspectos, seja com animais, sangue, cabelo, tempo”, afirma Fábio Porto, cirurgião do aparelho digestivo e um dos fundadores do ICF.
Todas as entidades estarão apresentando seus trabalhos em tendas montadas no estacionamento do Sesc da Esquina. A população poderá doar sangue (agendamento prévio), fazer o cadastro para doador voluntário de medula óssea, entregar mechas de cabelo para fabricação de perucas ou fazer o corte no local e ainda doar ração para animais resgatados.
Para ser um doador de sangue no dia, é preciso fazer o agendamento prévio enviando uma mensagem de texto para o WhatsApp (41) 98841-1256, de segunda a sexta, das 9h às 17h. Para ser doador é preciso: estar em boas condições de saúde; ter entre 16 e 69 anos; pesar no mínimo 51 kg; estar descansado, hidratado e alimentado (evitar alimentos gordurosos nas 4 horas que antecedem a doação) e apresentar documento oficial com foto.
Para doar o cabelo corretamente, ele precisa ter a partir de 20 centímetros, estar seco e limpo e estar amarrado em cinco mechas com elásticos bem firmes.
Doação de órgãos
Para ser um doador, basta avisar a família e, por isso, mesmo, o ICF criou um filtro no Instagram, incentivando esse diálogo e a expressão da vontade em vida. Um deles é um balão de pensamento com a frase “Família, eu sou doador de órgãos”. No outro, um coração com a mensagem “Eu digo sim para a doação de órgãos”. E ainda a imagem de um coração repleto de órgãos com o slogan “Doar órgãos é um gesto de amor”. Para usar o filtro, basta clicar em no link disponibilizado.
Vale lembrar que o doador vivo pode doar um rim, medula óssea (se compatível, feita por meio de aspiração óssea ou coleta de sangue); parte do fígado (em torno de 70%) e parte do pulmão (em situações excepcionais). Já um único doador falecido pode salvar mais de oito vidas, podendo doar coração, pulmão, fígado, os rins, pâncreas, córneas, intestino, pele, ossos e válvulas cardíacas.
Para entrar na lista de espera de transplante, o médico do paciente precisa cadastrá-lo na lista única. Os receptores (pacientes que estão na fila) são separados de acordo com as necessidades e conforme o órgão que necessitam, tipos sanguíneos e outras especificações técnicas.