Quem vê a multidão tomar conta da areia e da arena de shows do Verão Maior Paraná, no litoral do Paraná, talvez não imagine que, lá do alto, um verdadeiro “olho eletrônico” acompanha cada movimento do público. O que parece cena de filme é, na verdade, tecnologia de ponta a serviço da organização — e da curiosidade de quem sempre se pergunta: como é feita a contagem de tanta gente?

Direto do Centro Integrado de Comando e Controle Móvel (CICCM), a resposta vem do céu, literalmente. O trabalho começa antes mesmo da música tocar. Segundo o soldado Aguayo, da Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp-PR), tudo é calculado com método e precisão.
“A gente tem previamente a área do evento, o local do evento. E a cada meia hora, uma hora antes do show, a gente levanta o nosso drone e faz uma panorâmica no ângulo de 90 graus de cada setor que a gente fez ali da arena. Conforme os setores vão lotando, a gente tem uma estimativa ali por metro quadrado de quantas pessoas tem”.
disse o soldado Aguayo, da Sesp-PR.
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O drone não é comum. Equipado com tecnologia térmica, ele consegue identificar pessoas mesmo em meio a luzes fortes, fumaça ou efeitos visuais.
“Ajuda porque, às vezes, as luzes do palco enganam um pouco. Às vezes, dependendo do tom da luz, avermelhado, dá uma densidade maior. A gente tem esse recurso da termal que a gente consegue ter uma exatidão das pessoas, porque a silhueta da pessoa fica bem aparente ali na termal”
detalhou o soldado.
Veja o vídeo:
Os maiores públicos do Verão Maior até agora
Em Curitiba, onde muitos acompanham o Verão Maior mesmo à distância, a contagem de público virou assunto frequente nas redes. Afinal, não é todo dia que a tecnologia cruza segurança pública, grandes eventos e números gigantescos de público.
A contagem de público, embora não seja precisa, indica um número aproximado bem próximo da realidade do que pode ter de gente naquele espaço. Conforme explicou o soldado do CICCM, em alguns casos, o público pode ser até superior ao levantamento.
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Neste ano, os shows do Verão Maior Paraná tiveram grandes públicos. Praticamente todos eles superaram as 100 mil pessoas, multidões que, vistas da areia, parecem impossíveis de medir, mas que, vistas do céu, viram dados precisos.
Três shows já entraram para a história:
- Alok — 338 mil pessoas
- Gusttavo Lima — 265 mil pessoas
- Ana Castela — 228 mil pessoas

Além da contagem
Apesar de a contagem de público ser a função principal, o drone do CICCM também atua como aliado direto da segurança durante os grandes eventos.
“O nosso serviço primordial é a contagem de público, mas a gente também presta apoio para a PM em situações de ocorrências, brigas, qualquer coisa que aconteça no meio da multidão, a gente tem esse monitoramento. Tem o monitoramento também do trânsito, a gente apoia o BPTran, principalmente no momento da saída e entrada do público”.
A tecnologia também auxilia a Polícia Penal em situações específicas. Já teve até situação de monitorado por tornozeleira eletrônica ser preso por não poder estar no show.
“Para a polícia penal também, em situações de monitorados que estão com a tornozeleira ou não deveriam estar aqui, a gente faz essa busca através do drone encontra o tornozelado ali e a polícia penal dá o devido destino”.
