Ouça a entrevista na íntegra:

Depois de muito tempo longe dos palcos curitibanos, Joelma está de volta. E não é apenas mais um show: é a celebração de uma nova fase da carreira da cantora paraense, que desembarca na capital no próximo domingo (27) com sua turnê repleta de alegria, figurinos exuberantes e, claro, muita música dançante. A apresentação será no Complexo Durival de Britto e Silva, com ingressos ainda disponíveis para venda.

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Foto: Divulgação.

Em entrevista exclusiva, Joelma não escondeu a empolgação por reencontrar o público curitibano.

“É maravilhoso você poder voltar para um lugar que você já fez show. Foi incrível a primeira vez que a gente foi aí. Eu tô imaginando como será agora. Uma nova fase da minha carreira, poder comemorar esse momento também junto com o pessoal de Curitiba com certeza vai ser uma noite inesquecível”

disse Joelma.

A artista promete uma apresentação marcada por fortes emoções e uma energia única, alimentada pela troca com o público.

“Com certeza vai ter muito nordestino, muito paraense aí também, não só a galera de Curitiba. E essa mistura toda, essa troca de energia na hora da música, na hora do show, cara, é incrível. Eu tenho certeza que a gente vai aquecer esse lugar, esse calor e esse frio aí vai se misturar e vai ficar na medida certa”

brincou.
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Foto: Divulgação.

A força da raiz amazônica

Joelma construiu uma trajetória artística marcada pela valorização de suas origens e pela resistência cultural. Mesmo enfrentando preconceitos no início da carreira, especialmente por ser do Norte, ela nunca negou suas raízes.

“A gente sofreu muito preconceito no início por ser do norte, né? Eu lembro que quando a gente foi fazer show, ainda com a banda Fazendo Arte, minha primeira banda, em São Paulo, alguns conhecidos nossos iam pra lá e eles tinham que mentir que não eram paraense, que eram do Rio, porque eles eram maltratados mesmo, entendeu? Graças a Deus, eu nunca neguei minhas raízes”

relembrou a artista.

Mais do que uma artista pop, Joelma é também uma embaixadora da cultura paraense. Para ela, a música foi o caminho para apresentar ao país (e ao mundo) a riqueza da Amazônia — da culinária às danças, das roupas à natureza.

“Eu estou vivendo um momento de sonho agora, porque eu lutei muito para mostrar nossa música para o Brasil, a gente conseguiu mostrar para uma parte do mundo, e agora eu estou vivendo uma realidade real. Um sonho realizado”

revelou.

Sempre com leveza, Joelma usou o que melhor tinha para encantar o público: a voz, a dança e os figurinos.

“A música tem esse poder, né? O poder de tocar os corações. E eu acho que através da dança, da roupa, a gente mostrou que o Pará tem essência, uma essência única, e que é tudo muito bonito, não só a música, mas a nossa culinária, a natureza da Amazônia, muita coisa junto”.

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Foto: Divulgação.

Entre figurinos, botas e emoção

No palco, Joelma é intensidade pura. E essa entrega, segundo ela, continua tão viva quanto no início da carreira.

“Eu acho que esse amor pela dança, pela música, essa alegria. Eu sou apaixonada pelos meus figurinos, minhas botas. Porque assim, no meu dia a dia, se você me vê, você não me reconhece. Eu sou daquela que fica bem jogada o dia todo, eu só me arrumo para trabalhar. É como se fosse uma mágica. Vai duas horas para me montar, maquiagem, cabelo, figurino, bota não sei o que. É muita coisa junto. Então é uma transformação. E quando isso acontece, que se une com a música no palco ali, é muito louco. É uma adrenalina muito grande”

descreveu.

A transformação que acontece antes de cada apresentação é um ritual. Da mulher simples do dia a dia, que adora ficar “jogada”, à estrela reluzente de botas altas e brilho nos olhos, tudo ganha sentido quando a música começa.

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Foto: Divulgação.

Relação íntima com os fãs

A conexão com os fãs também é um capítulo à parte. Mesmo após enfrentar nove infecções por Covid e ainda lidar com algumas sequelas, Joelma mantém o carinho de sempre — mesmo que agora em uma escala mais reduzida.

“Eu atendia 300, 400 pessoas… comecei a ficar doente. Eu diminui para 50. Mas é um momento muito marcante, porque ouço eles e a gente conversa”

contou Joelma.

Ainda assim, os encontros continuam especiais. Ela entende também seu papel como artista sendo parte da vida dessas pessoas.

“Muitas pessoas querendo desistir de cursos, de faculdade, não sei o quê, e eu sempre digo ‘não, você não vai desistir, a gente vai comemorar essa vitória junto, quando chegar a hora’. Hoje em dia, eu encontro muitos deles, e assim, ‘oh, Jema, lembra? Eu terminei a minha faculdade, hoje eu sou advogado, hoje eu sou médico, hoje eu não sei o quê. E você me ajudou muito, não me deixou desistir’. Eu me sinto realizada através deles também. A gente tem uma relação muito íntima. É como se eu fosse a mãe dele, sabe?”

emocionou-se.
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Foto: Divulgação.

O que esperar da noite em Curitiba?

A cantora resume em poucas palavras a energia que pretende levar ao palco no domingo.

“Com certeza vai ser uma noite incrível, com muita alegria, com muita dança, o figurino que a galera ama, grandes sucessos e sucessos novos. É muita coisa boa, muita coisa junto, viu?”

comemorou Joelma.

E se depender da artista — que há décadas transforma palco em festa —, Curitiba pode se preparar para viver uma das noites mais quentes do seu inverno.

Os ingressos estão disponíveis no site da Blueticket. Os valores partem de R$ 86,60, de acordo com o setor escolhido. Clique aqui para comprar o seu.

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