Dilsinho trouxe a Curitiba, no sábado (26), um dos projetos mais ousados da carreira. A festa Pagode do Diferentão transformou o Estádio Durival de Britto em uma verdadeira celebração de mais de três horas de música, com ingressos esgotados e energia lá em cima. Mas o diferencial foi além da performance: o projeto mistura música, moda, arte e proximidade com o público em um formato 360°. Veja a entrevista abaixo.

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Foto: Lucas Sarzi/Banda B.

No palco, o cantor resgatou sucessos próprios e também da música brasileira, todos com uma nova roupagem.

“A gente fez uma versão de A Lenda, que é uma música de Sandy & Junior, em pagode. Foi muito especial […]. São músicas que trazem memória afetiva para a galera. E também versões das minhas músicas mais pagode, mais percussivas”

comentou Dilsinho à Banda B.

Pela primeira vez, Dilsinho colocou em prática um show com estrutura circular, permitindo que os fãs ficassem ao redor do palco. 

“É a primeira vez que eu estou fazendo um pagode 360, do meu jeito, mais perto do público. Eu consigo estar mais perto de todo mundo, em todos os lados do evento”

celebrou.

Longe dos rótulos, perto do coração do público

Dilsinho não se limita ao rótulo de pagodeiro. Sua trajetória mostra um artista atento às mudanças do mercado, mas fiel à própria identidade. 

“Às vezes a gente vê movimentos do mercado, de sonoridade, e isso causa uma certa ansiedade […]. Mas quando a gente mantém a essência, é mais duradouro”

refletiu Dilsinho.

O cantor acredita que sua conexão com o público nasce justamente da sinceridade de suas composições e da forma como leva a vida. 

“Eu sou um cara que fala muito de coisas positivas, de coisas do dia a dia, eu procuro ser um cara mais simples possível. Então as pessoas se identificam com a minha música, as pessoas se identificam com o meu jeito de ser e aí vão se identificando com tudo que a gente vai fazendo”.

Mesmo transitando por diferentes gêneros e participações musicais, Dilsinho garante que a base é sempre a verdade.

“Sempre mantive a minha identidade musical muito tranquila, muito resguardada. Claro que às vezes a gente faz algumas coisas ali que acho que servem para a conectar com outros públicos. Eu sempre cantei e fiz participações com vários artistas, sempre tive em outros segmentos musicais, mas no final, eu estou sempre fazendo coisas que eu acredito”

avaliou Dilsinho.

Veja a entrevista:

Carreira internacional

O sucesso de Dilsinho também tem atravessado fronteiras. Recentemente, ele lançou uma música com o duo Calema, que estourou nas rádios e plataformas digitais de Portugal — e isso tem um peso simbólico especial.

“Representar a música que a gente faz, os nossos familiares, amigos, fãs […]. É tudo que eu sempre sonhei. Poder viajar para outros lugares fora do Brasil, levando minha essência e o nome do meu país, é muito gratificante”

afirmou Dilsinho.

O cantor contou que se apresentou no lendário Estádio da Luz, em Lisboa, para mais de 50 mil pessoas, e foi surpreendido pela resposta do público europeu. 

“É muito bom saber que lá em Portugal, que consomem tanto as coisas do Brasil, tem uma música minha bombando. Cantar lá e ver todo mundo acompanhando foi muito legal. Eu já vivo um sonho todo dia e acho que é só o começo”

disse o cantor.
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Foto: Flavio Sales/Divulgação.

Valorização da arte e da moda local

Outro diferencial do projeto Diferentão é o compromisso com a cultura local. Em Curitiba, o grupo curitibano Makinada foi escolhido pelo público em votação online para abrir o show. Além disso, o figurino usado por Dilsinho na apresentação foi criado por artistas de moda da própria capital paranaense.

“Eu tive a oportunidade, no começo da minha carreira, de fazer a abertura de shows de artistas que eu admirava. Entendo a importância disso. E aqui a gente é muito bem recebido, então nada mais justo do que abrir o palco para a galera local”

comentou Dilsinho.

Sobre o figurino, que foi das marcas Noir Division e Desgosto, Dilsinho destacou: “A gente fala da moda no mundo inteiro, mas o Brasil tem um talento gigantesco. Aqui em Curitiba, a gente usa roupa de artistas daqui. Isso é muito legal. Tudo que a gente está construindo, acredito que vai render frutos”, comentou o cantor.

Diferentão: mais que um show, uma experiência

O projeto, que começou como uma ideia pontual, virou uma grande festa que estreou em Porto Alegre, passou por Curitiba e agora segue por diferentes cidades do Brasil. 

Na capital paranaense, Dilsinho mostrou sua força com casa cheia. O Diferentão prova que o pagode pode ser moderno, incluir arte, moda, cultura e, ainda assim, manter sua essência popular.

“Só agradecer ao carinho de toda a galera de Curitiba. Sem vocês, tudo isso que a gente planejou não faria o menor sentido. E que bom que vocês vieram. Casa cheia, a festa está um sucesso”

concluiu Dilsinho.
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Foto: Lucas Sarzi/Banda B.

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