Na foto, Marcelo Oliveira passeia com sua clarineta pelo petit-pavê onde sua essência musical foi moldada pelos calçadões do Rio de Janeiro e Curitiba.

Não vão surgir tantas orquestras para a quantidade de músicos. O meio musical tem sido modificado. Em pouco mais de 10 anos, a visão do músico foi completamente alterada. As variantes nos impõe a busca por novas possibilidades”, reflete o clarinetista Marcelo Oliveira, responsável por lançar o projeto em homenagem ao centenário de Alceo Bocchino (1918-2013), onde também, reúne composições do uruguaio-brasileiro Santiago Beis, em álbum, e concerto inédito, nesta terça-feira (26), com entrada gratuita, no Auditório Salvador de Ferrante (Guairinha), às 20h.

(Foto: Divulgação)

Homenagem ao Centenário de Alceo Bocchino – Composições Inéditas para Clarineta” é um álbum que celebra um marco histórico da música brasileira. Reconhecido por exaltar o termo “curitiboca” – sobre a sua conexão empírica em relação aos curitibanos e cariocas – entre os destaques das faixas, a versão inédita de “Divertimento Curitiboca (1993) e Movimento I – Saudades” (2017), são as composições condutoras do projeto que brindam ao centenário do curitibano que foi um dos fundadores da Orquestra Sinfônica do Paraná.

(Foto: Divulgação)

Lá no Rio de Janeiro eu já sentia a diferença do carioca que vai à praia, diferentemente de quem é de Nova Friburgo, onde eu nasci. Eu tive um contato rapidamente com o Bocchino no Rio. Anos depois, eu soube do concurso para a Orquestra em Curitiba. Quando eu cheguei aqui, com 23 anos e inexperiente socialmente, fui percebendo o quanto os guetos em Curitiba são mais separados do que no Rio. Aqui, você sabe quem é quem”, pontua Marcelo Oliveira sobre a sua familiaridade com o termo “curitiboca”.

Além de Bocchino, Marcelo Oliveira também reúne em “Homenagem ao Centenário de Alceo Bocchino – Composições Inéditas para Clarineta” duas composições de Santiago Beis para clarineta e cordas: “Quinteto Nº1 (2013-2016) e Mosaico(2017). O compositor uruguaio-brasileiro, também formado pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná, atualmente é aluno de mestrado pela Escola de Música da Universidade do Missouri (EUA), onde recentemente foi vencedor da 16ª Sinquefield Composition Prize, com a composição “La sed y el Agua“.

Quando o Bocchino morreu aos 94 anos, ainda não haviam as partituras editadas e pensei no centenário para homenagear ele. Eu conheci o Santiago Beis após o falecimento do Bocchino. E trocando ideias, a gente falou sobre um quinteto de cordas para a produção do projeto. Ele se animou e fez as composições. Nossa amizade foi instantânea”, relembra Marcelo

(Foto: Reprodução/Site Oficial)

Munido de sua clarineta, Marcelo Oliveira integra desde os 23 anos de idade a Orquestra Sinfônica do Paraná, onde é solista. Mas, a multiplicidade instrumental do artista é diversificada, assim como a genialidade do  maestro, arranjador, pianista e compositor Alceo Bocchino.

Reconhecido também pelas suas produções musicais para jingles, Marcelo compartilha a sua sonoridade em aulas por todo o mundo, onde expande seus conhecimentos a partir da flauta, saxofone e piano. 

De sua relação com o projeto, “Homenagem ao Centenário de Alceo Bocchino – Composições Inéditas para Clarineta”, para Marcelo Oliveira, o álbum vai além de uma relação atemporal.

(Foto: Divulgação)

Poder acompanhar este projeto entre o estúdio e o palco, a relação acústica é espiritual. Eu tenho certeza que a peça para clarinetista vai integrar o repertório da música internacional”, promove o multi-instrumentista.

Assim como Alceo Bocchino, Marcelo Oliveira, é um “curitiboca” que guarda no fio da memória as persuasões altruístas do mestre: tomar cerveja com Bocchino era para ouvir histórias de Villa-Lobos (1887-1959)

Da esquerda para à direita: Marcelo oliveira (clarineta), Rafael Stefanichen Ferronato (violino), Samuel Pessatti (cello), Daniel Mendes (viola), Hermes Adriano Drechsel (piano) e Ricardo Molter (violino). Foto: Divulgação)

O concerto em “Homenagem ao centenário de Alceo Bocchino: canções inéditas para clarineta” reúne em cena os mesmos músicos envolvidos na gravação do álbum, entre eles, Marcelo Oliveira (clarineta), Rafael Stefanichen Ferronato (violino), Ricardo Molter (violino), Daniel Mendes (viola), Samuel Pessatti (Cello) e Hermes Adriano Drechsel (piano).

O álbum disponível pelas plataformas de streaming distribuído pela Tratore, foi gravado em Curitiba, pela Gramofone+ com direção musical de Marcelo Oliveira e produção musical em parceria com Santiago Beis e mixagem de Vitor Pinheiro

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Vale ressaltar que, além do álbum e concerto, outras ações serão celebradas em comemoração ao projeto e centenário de Alceo Bocchino. Para conhecer mais sobre o projeto e ter acesso às partituras, fotos e outras histórias, acesse o hotsite do projeto aqui

Serviço | Concerto de lançamento do álbum “Homenagem ao centenário de Alceo Bocchino: canções inéditas para clarineta
Data: 26 de outubro
Horário: 20h
Local: Auditório Salvador de Ferrante (Guairinha)
Endereço: Rua XV de Novembro 971 – Centro
Conheça o projeto: https://gramofone.com.br/alceobocchino/
Entrada gratuita

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