O cantor e compositor Leoni foi um dos destaques da noite do último sábado (14), na Arena White Hall, em Curitiba. No palco, ele dividiu o line-up com Di Ferrero e Capital Inicial, que celebrava os 25 anos do icônico Acústico MTV. Mas, junto da nostalgia que dominou parte da noite, Leoni mostrou estar voltado ao futuro.
Em entrevista exclusiva à Banda B, ele falou sobre seu novo EP, Baladas Sortidas, o amor pela composição e fez um desabafo sobre a dificuldade de acesso à boa música nos dias de hoje. Veja a entrevista completa abaixo.

Aos 62 anos, Leoni segue reinventando-se, lançando canções inéditas e se apresentando com uma banda que, segundo ele, traz novos desafios e inspirações. “Eu tô feliz pra caramba de estar lançando o Baladas Sortidas”.
O novo EP de Leoni, Baladas Sortidas, foi lançado no começo de junho. O cantor e compositor comentou sobre sua ânsia e vontade de se manter vivo musicalmente falando.
“Eu sou um compositor. Antes de tudo, eu sou um compositor. Então, eu tenho que dar vazão para as músicas que eu componho. Muitos parceiros, então o EP tem parceria com o Frejat, George Israel, Zélia Duncan. Eu quis lançar também um show. Esse show que eu estou fazendo aqui já é o do Baladas Sortidas, tem duas músicas. Não tem mais porque o show eu curtinho hoje, se não teria mais músicas do EP. Se eu ficar tocando a mesma coisa eu encho o saco. Eu estou nisso porque eu gosto de fazer música nova, gosto de compor, gosto de mudar arranjo”
afirmou Leoni.
Nova geração
Leoni também demonstrou entusiasmo ao falar sobre a nova geração da música brasileira, citando nomes como Sophia Chablau, Ana Frango Elétrico e Tim Bernardes.
“O problema hoje é achar as pessoas que têm a ver com o seu gosto. Porque todo mundo lança muita música o tempo todo. E aí você descobrir as coisas que batem com o seu gosto é muito difícil”.
Para ele, o cenário musical está repleto de talentos, mas encontrar essas vozes exige um esforço maior do público — num ambiente saturado por lançamentos e dominado por interesses comerciais.
“Tem muita gente fazendo coisa muito legal, mas nem sempre chega nas pessoas. O que chega é o que tá sendo pago pelo agro, por exemplo. Tem muita coisa legal, é uma questão de buscar”
avaliou Leoni.
Veja a entrevista completa:
História sendo escrita
Com mais de quatro décadas de carreira, Leoni garante que sua história ainda está longe de terminar. Questionado sobre qual seria o título de um possível livro autobiográfico, foi direto.
“Não tenho a menor ideia do título do livro, porque ainda é uma obra em construção. São 40 anos de carreira, 42 agora já, mas pra mim o mais legal tá por vir ainda, sabe? Essa banda é muito legal, eu tô sempre aprendendo, tô sempre criando coisas novas pra mim mesmo, novos desafios. É uma obra em aberto. Ainda não tem título, por enquanto é ‘work in title’. Tá sendo escrito”
concluiu Leoni.
E talvez esteja mesmo. Para um artista que valoriza o inédito, o movimento e o aprendizado constante, o palco é apenas um dos muitos capítulos que ainda vêm pela frente.








