Ícone da MPB, o cantor Gilberto Gil relembrou, nesta sexta-feira (21), a história da música ‘Sandra’. Nas redes sociais, o baiano afirmou que todas as mulheres homenageadas na canção são de um período em que viveu “entre Curitiba e Florianópolis”.

Ao longo da música, 11 mulheres são homenageadas: Maria Aparecida, Maria Sebastiana, Maria de Lourdes, Carmensita, Lair, Salete, Andréia, Cíntia, Ana, Dulcina e, como não poderia ser diferente, Sandra.
Em 1976, Gilberto Gil foi preso em Florianópolis, durante a Ditadura Militar. Na época, ele foi flagrado com maconha no estado vizinho. Na época, ele foi levado a julgamento e condenado a um ano de prisão por causa de um cigarro de maconha e outra pequena porção da droga.
“Todas as meninas mencionadas em ‘Sandra’ foram personagens daqueles dias que eu vivi entre Curitiba e Florianópolis. Maria Aparecida, Maria Sebastiana e Maria de Lourdes me atenderam no hospício durante o internamento imposto pela justiça enquanto eu aguardava o julgamento. A de Lourdes me falava a toda hora: ‘Você vai fazer uma música pra mim, não vai?’ ‘Vou’. Carmensita: essa – foi interessantíssimo -, logo que eu cheguei, ela veio e me disse, baixinho: ‘Seja bem-vindo’. Lair era uma menina de fora, uma fã que foi lá me visitar. Salete era de lá: ‘Meu café é muito ralo’, me falou. ‘É exatamente como eu gosto, chafé’, respondi. (…) E Dulcina, que era a mais calada, a mais recatada de todas na clínica, a mais mansa – era como uma freira -, foi a única que um dia veio e me deu um beijo na boca”, descreve o artista.
Sandra, aliás, nem mesmo seria um flerte de Gilberto Gil, mas sim do amigo Caetano Veloso na capital paranaense.
Gil no Coolritiba
Gilberto Gil retorna a Curitiba no próximo dia 20 de maio para apresentação na Pedreira Paulo Leminski. Ele irá tocar no Festival Cooritiba, ao lado de Marisa Monte, Sandy, Mano Brown, entre outros.
