No último sábado (14), Di Ferrero levou sua energia contagiante ao palco da Arena White Hall, em Curitiba, durante um show que também contou com Leoni e Capital Inicial — este último celebrando os 25 anos do histórico Acústico MTV, um marco na história do rock nacional.

A noite, que reuniu cerca de 7 mil pessoas, foi mais que um festival de música: foi um encontro de gerações, com artistas que ajudaram a moldar o cenário brasileiro e seguem em constante reinvenção.

No camarim, antes de se apresentar, Di conversou com exclusividade com a Banda B e abriu o coração sobre um novo momento pessoal e artístico. Recém-chegado aos 40 anos – celebrados no dia 11 de junho -, ele falou sobre medos, recomeços, maturidade e o desejo genuíno de simplesmente viver. Veja a entrevista completa abaixo.

di-ferrero-show-curitiba-arena-white-hall-foto-lucas-sarzi-21
Foto: Lucas Sarzi/Banda B.

Quando questionado sobre tudo que já passou e qual seria seu atual ponto de chegada, Di Ferrero disse que vem pensando muito sobre isso nos últimos anos. A ideia é aproveitar o que construiu.

“Fiz 40 agora, 40 anos de idade, e fiquei refletindo sobre tudo isso, sobre os medos e sobre as coisas que a gente tem, que a gente deixa de fazer. E é muito ruim deixar de fazer algo, então não deixe de fazer. Nem que se der certo ou errado depois você vê, mas o importante é seguir”

afirmou.

A fala, espontânea e madura, revela um artista que nunca se acomodou. Desde que iniciou sua carreira solo, há oito anos, Di Ferrero tem trilhado um caminho próprio, longe [mas não distante demais] do NX Zero — banda que o lançou ao estrelato.

“Já passei por bastante coisa, foi sim um recomeço, um novo trabalho e eu tive que entender como é essa nova dinâmica […] Show em lugares maiores, solo, foi um recomeço de verdade. Foi muito incrível viver isso como artista, eu estava devendo isso para mim mesmo”.

Novo EP e vem mais

Durante a conversa, Di também comentou sobre o novo EP, intitulado 7, que marca mais uma fase na sua trajetória. Segundo ele, o trabalho representa um novo olhar sobre si mesmo e suas emoções.

“Esse EP é um novo momento que vai vir outras coisas na sequência também dele, mas ele já conta uma nova história minha, um caminho que eu tô buscando. As músicas ali têm uma intensidade nas letras, parte emocional e como as coisas que eu já fiz lá atrás, mas agora é diferente, uma época diferente”

contou Di Ferrero.
di-ferrero-show-curitiba-arena-white-hall-foto-lucas-sarzi-20
Foto: Lucas Sarzi/Banda B.

Com o single Além do Fim entre as músicas mais tocadas nas rádios, Di demonstra que encontrou um equilíbrio entre o passado e o presente — sem, no entanto, perder o desejo por novidade.

“Nunca quis provar nada mesmo, sabe? Pros outros. Eu fico sim, triste, tenho momentos que eu fico abalado […] o que eu pretendo é continuar vivendo isso até os meus 90 anos, pelo menos, tipo o Mick Jagger […] Eu ter uma vida legal com meus amigos, com a minha família. É viver, não vou nem falar, eu quero um estúdio submarino, eu sempre quis. Mas eu quero viver mesmo cara”.

Di Ferrero, inquieto por natureza, segue fazendo da sua arte um reflexo da sua existência — intensa, transparente e honesta. E se depender da vontade dele, ainda há muitos capítulos pela frente.

Veja a entrevista completa:

📲 O Google pode parar de mostrar o portal Banda B. Clique aqui para ver nossas notícias.