Quanto tempo um artista pode levar para conseguir entregar um novo disco? No caso de Bryan Behr, o tempo suficiente para conseguir amadurecer e mostrar sua verdadeira essência. É assim que o próprio cantor define o período de pouco mais de dois anos que trabalhou em DEJAVU, disco que ganha o mundo nesta terça-feira (28) e marca uma nova fase da carreira do artista. 

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Foto: Bryan Behr/Divulgação.

Desde o fim do ano passado, o cantor e compositor já vinha dando pistas do que estava por vir, com a divulgação dos singles Não vejo a Hora, Quando isso vai passar?, Beijos de artifício e, no mês passado, trouxe Azul, com a participação especial de Duda Beat. 

O novo disco é reflexo de um período de mudanças que Bryan sentiu diretamente: a mudança, de uma cidade do interior de Santa Catarina para São Paulo, a ascensão no mundo da música e os reflexos de ver a carreira decolar, algo que talvez nem ele imaginava que viveria um dia. 

“Esse disco é uma sintetização de um Bryan muito diferente. Reflete muito esse período dos últimos anos, desde a minha vinda para São Paulo, que saí de uma cidade do interior de Santa Catarina. Muita coisa mudou no jeito que eu vejo minha música, no jeito que eu me enxergo, no jeito que eu vivo de maneira geral. Me tornei uma pessoa mais madura, mais criativa, mais responsável e mais feliz. Me sinto muito mais vivo e por isso que acho esse disco muito importante para mim, porque ele mostra toda essa mudança”

avalia Bryan Behr.
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Foto: Gabriel Galvani/Divulgação.

Em um curto período de tempo, Bryan foi indicado ao Grammy Latino, teve uma música em novela e tem trabalhado muito. No disco, foram mais de dois anos, mas foi o tempo que ele precisava ter para existir, conforme avalia o próprio cantor.

“Eu tinha vontade de ter no meu bolso um disco que se alguém me parasse na rua e perguntasse o que eu faço e quem eu sou, eu pudesse entregar esse disco e falar que parte de mim era isso […]. Decidi abandonar o processo que eu estava fazendo há muito tempo, de pegar todas as músicas que escrevi durante a minha vida, e escrever um disco do zero. Dessas 12 faixas, uma só eu escrevi em 2018, as outras foram todas depois desse dia”

conta Bryan Behr.

Ao finalizar o disco, Bryan percebeu que todas as músicas falavam sobre tempo. E não foi proposital. 

“O disco fala sobre tempo através da ótica da paixão, do amor, da despedida, de crises existenciais […]. Todas as faixas do disco são músicas que nasceram muito rápido, parece que já estavam prontas e eu as coloquei no papel. Essa narrativa temporal fazia tanto sentido com o que eu estava vivendo, com essas músicas também, que não tinha nome melhor para o disco que não fosse Dejavu, que era eu fazendo exatamente as mesmas coisas que eu fazia há anos, que é produzir, escrever, arranjar, fazer um show, mas fazendo tudo aquilo de um jeito completamente diferente. Essas músicas nasceram de um jeito tão rápido que elas pareciam ser completamente certas e eu não tive dúvidas de que cada uma delas faria parte de uma fase nova da minha vida”

detalha o cantor.

Em DEJAVU, Bryan Behr também teve a chance de participar de toda a produção musical. Isso, para ele, fez com que estivesse ainda mais próximo de sua arte.

“Acho que só tornou mais fácil todos os processos. Facilita porque quando a gente escreve uma música, tudo que você está vendo ali é a melodia, a letra, o arranjo, a nossa cabeça vai muito mais longe. Participar desse processo ativamente tornou as coisas mais divertidas, dinâmicas e mais fáceis porque eu já sabia o que eu queria ouvir. Quando você consegue traduzir essa coisa do que você quer ouvir e o que está tocando, tudo se torna um pouco mais fácil. Foi super divertido o processo”

avalia Bryan.

Bryan Behr estourou aos poucos, mas foi quando uma de suas músicas, A Vida é Boa Com Você, em 2020, viralizou nas redes sociais, que as coisas mudaram efetivamente. De lá pra cá, ele evoluiu muito e o que as pessoas vão ouvir nesse disco é uma coisa que mostra o processo acontecido.

“Olhando para essas canções, desde a composição, a energia que cada uma tem, eu vejo um Bryan mais maduro, eu vejo um Bryan mais seguro e sem medo. Quando você entra numa gravadora, você começa a ver coisas muito grandes, enxergar processos de um jeito até maior do que você mesmo, que sua criatividade, você fica com medo e se agarra em algumas coisas que não te deixam arriscar. Eu acho que Dejavu é um disco maduro e sem amarras, sem balizas, é um disco dinâmico para você se identificar muito com aquele Bryan Behr que você já acompanha há anos e tem músicas com um ar completamente diferente de tudo que eu já fiz”

adianta Bryan Behr.

A estética visual de DEJAVU também é algo que faz parte do projeto. Segundo Bryan, da mesma forma que as músicas, os clipes conversam com o que as letras querem dizer.

“Elas falam, às vezes nas entrelinhas, às vezes de um jeito muito claro, sobre tempo. A gente ainda tem muitos lançamentos de clipes para acontecer e todos vão fazer muito sentido com as histórias que o disco carrega. O clipe tem muito disso de olhar o que a música mostra e a partir dali conseguimos costurar e amarrar várias coisas”

comenta.
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Foto: Gabriel Galvani/Divulgação.

Músicas como legado

Em tempos onde as letras das canções se tornaram raras, ou até mesmo vistas como “caretas” por uns, Bryan segue o oposto, acreditando no que ele mesmo confia. 

“Eu acho que a gente tem que fazer porque a gente gosta e o disco tem que fazer sentido para quem está ali cantando. Nunca vou colocar numa métrica de valer a pena ou não valer a pena escrever uma boa letra. Eu escrevo músicas com letras que falam sobre histórias que vivo, que vivi, que vi acontecer, porque eu adoro. É um trabalho diário você se manter inspirado para que essas músicas profundas e letras atemporais, músicas atemporais, estejam sendo sempre cativadas em você”

pensa Bryan Behr.

Falando sempre de sentimentos, o cantor destaca que tem como objetivo de vida fazer com que suas músicas marquem as pessoas. Não simplesmente toquem e sejam esquecidas.

“Eu não quero que as pessoas ouçam minhas músicas amanhã, eu quero que as pessoas ouçam para sempre. Quero produzir e escrever essas músicas de um jeito que daqui 20 anos elas ainda façam sentido, porque é tudo sobre identificação. Se você ouvir uma música uma vez e chorar com essa música, tenho certeza que vai acompanhar aquele artista de algum jeito para o resto da sua vida, porque ele mexeu em algum lugar em você que é muito forte. Eu quero criar música desse jeito”

reflete o cantor.

Próxima turnê

A última turnê do cantor, Todas as Coisas do Coração, o levou para algumas regiões do Brasil e foi seu primeiro contato direto com o público. Agora, com o lançamento de DEJAVU, Bryan Behr prepara surpresas.

“A gente está planejando um show muito dinâmico, com as músicas que as pessoas já estão acostumadas para ouvir, que fazem parte da carreira e fazem parte da vida delas também. Mas é um show com músicas novas e um show emocionante. Estamos fazendo a mesma coisa que fizemos com o disco, que tenha o tempo que precise ter para ser incrível para a gente. Nos próximos dias teremos novidades”

adianta Bryan Behr.
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Foto: Divulgação.

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Bryan Behr lança DEJAVU, disco que fala de tempo e reflete sobre busca por músicas atemporais, que ‘façam sentido’

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