Com mais de 150 mil players no TOP 10 do Spotify e para lá de 200 mil visualizações no YouTube, Siamese consolida a sua pluralidade artística desde o lançamento do seu primeiro EP “Som do Grave” (2017/The White Black). 

Considerada uma das novas vozes da cena afropunk e queer, Siamese é o retrato estrondoso contemporâneo da sua própria exuberância conceitual. Tanto que, o trabalho mais recente da artista “Telas“, faz a junção pontual sobre a construção de novos ares e possibilidades que norteiam outras perspectivas poéticas de suas composições.  (Foto: Willian Klimpel)

Com o clipe assinado por Willian Klimpel, produção musical de Machado (integrante da Tuyo) e mix e master de Henrique Geladeira, em “Telas“, embalada pelo R&B. Siamese relata as suas percepções sobre a pandemia e rompe a trivialidade da temática entre o espaço e tempo ao declinar em seu desejo nato, com pura sensualidade passional. Assista o clipe abaixo.

Quando escrevi a letra, me aproximei de sentimentos que vivi quando fiquei afastada da minha namorada durante um intercâmbio. Naquele período, essas telas foram os meios pelos quais nos mantemos juntas e conectadas, o que foi essencial para aliviar um pouco da saudade e passar pelo momento“, desabafa Siamese.

Cantora, compositora, coreógrafa, performer e dona de si. Embora o reflexo pandêmico seja o retrato do seu novo single e clipe, ao longo do lockdown, Siamese construiu laços artísticos pontuais durante o fatídico período.

Entre as diversas consolidações, o show que a cantora realiza neste sábado (06), em Curitiba, será o deleite deste feito.

Em 2021, Siamese uniu a sua genialidade ao lado de um dos principais expoentes da nova geração da música brasileira, a cantautora e pianista Klüber

(Foto: Willian Klimpel)

O primórdio deste grande feito, foi quando Siamese lançou em 2021 o EP Overdose Sessions” ao vivo, com mix e master assinadas pelo engenheiro musical, Guigo Berger indicado na 22ª edição do Grammy Latino. Neste projeto, o encontro traz as participações de Tuyo – “Iguais” –Danna Lisboa -, “Bixa no Rap” – Boombeat -, “Vai Voltar” – e Klüber na faixa “Fim“.

Vale ressaltar que, “Overdose Sessions” ganhou um documentário com direção de Larissa Nepomuceno e direção de fotografia de Mariana Boaventura. Assita aqui.

Ou seja, a partir desta fusão com a cantautora e pianista Klüber, o estopim foi ao córtex para a coesão entre as artistas. E claro, de lá, a dobradinha foi ensurdecedora.

Literalmente, um ano depois após o lançamento do EP, em maio, Siamese e Klüber realizaram uma curta temporada de sucesso, com quatro shows, no Teatro Cleon Jacques, em Curitiba, onde enalteceram a simetria sonora e a beleza poética da arte do encontro. (Foto: Isabella Mariana)

Multiartista, Klüber é uma necessidade – quase que um fôlego – musical do coetâneo dito como a tal nova MPB. É além. Figura disputada por diversos artistas da música brasileira – justamente pela sua coesão quanto musicista – lá em 2019, quando despontou com o single e clipe “Detox”, a racionalidade do seu primeiro trabalho, de cara, escancara o vigor da sua trajetória.

Há poucos dias, pelo seu Instagram, Klüber fez uma postagem misteriosa com a data de 26 de agostoalguém arrisca? Há algum tempo a artista tem divulgado algumas informações sobre o seu primeiro álbum. Possivelmente uma nova era vertiginosa. (Foto: Isabella Mariana)

Neste sábado (06), em única apresentação, a potência vocal de Siamese encontra a visceralidade de Klüber para um grande encontro musical, no Centro Cultural Sistema FIEP, dentro da Unidade Dr. Celso Charuri, pelo SESI Cultural, com realização da Santa Produção. O show a partir das 20h é gratuito e com a distribuição de ingressos a partir das 19h, no próprio local do evento (veja o serviço abaixo).

Serviço

Onde: Centro Cultural Sistema FIEP
Endereço: Rua Paula Gomes, nº 270 – Centro
Quando: 06 de agosto (sábado)
Horário: 20h
Distribuição de ingressos gratuitos: A partir das 19h
Outras informações aqui