Pela primeira vez no Brasil, o The All-American Rejects mostrou porque a espera de mais de 20 anos valeu a pena. Com um show enérgico, o grupo chegou com tudo em Curitiba, no Estádio Couto Pereira, neste domingo (3), como parte do line up do festival I Wanna Be Tour. Mas antes, a banda recebeu a equipe da Banda B no camarim e contou algumas curiosidades… Como por exemplo se conhecem algum nome do rock nacional. Veja a entrevista abaixo.

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Foto: Lucas Sarzi/Banda B.

Os norte-americanos do The All-American Rejects demoraram a vir ao Brasil: a banda tem 25 anos de história e nunca tinha tido uma oportunidade. Mas também fizeram jus ao convite, com a edição do festival que está passando por algumas capitais do Brasil.

No palco, a banda tocou grandes hits, como “Swing, Swing”, “Dirty Little Secret” e “Move Along”, deixando o público imerso em sua performance.

Em entrevista para a Banda B, o vocalista Tyson Ritter falou sobre a importância do festival I Wanna Be Tour para a preservação da memória e a consolidação da influência do movimento emo.

Segundo Tyson, o mais importante não é colocar rótulos nas coisas, mas reforçar o aspecto emocional das memórias do público. Ele considera essencial para a proposta do festival e dos artistas escalados manter essa ligação com o passado dos fãs, no sentido de priorizar as lembranças e manter a sua importância intacta.

Quando questionados se possuíam algum conhecimento em música brasileira, os músicos passaram a bola para o guitarrista Mike Kennerty, que respondeu sem pestanejar. 

“Ah, bem, eu só conheço um, e só tenho um disco deles, mas gosto muito dele. Ratos di Porão? É assim que se diz? Sim, o primeiro disco deles. O Crucificado, seja lá o que for  [Crucificado pelo Sistema]. É incrível e eu realmente amo ele. Esse é realmente o meu único disco brasileiro que eu tenho agora”.

Veja a entrevista completa da Banda B com The All-American Rejects:

Retrato de uma época

O festival I Wanna Be Tour reuniu, em Curitiba, neste domingo, a mais pura nostalgia do estilo musical que deriva da expressão emotional hardcore, o emo, categoria musical surgida no final dos anos 80 e que reúne características de diversas vertentes, como o indie, o hardcore, o punk e o pop.

Por um determinado tempo, o emo ficou condicionado ao underground do rock, mas ganhou os holofotes a partir da ascensão de grupos como o Weezer e o Jimmy Eat World, que construíram as bases para o que se viu a partir da virada dos anos 90 para os 2000.

A partir do novo milênio, muitas bandas popularizaram o gênero, criando não apenas um estilo musical com uma identidade própria, mas que reverberou em muitos outros segmentos, como moda e comportamento.

Entretanto, como o punk, o pós-punk, a new wave e o grunge representaram a juventude dos anos 70, 80 e 90, o emo é a síntese do comportamento jovem dos anos 2000. As letras melódicas, misturadas com canções que abordavam dilemas próprios dos adolescentes do período, como depressão, problemas amorosos e inadequação social, fizeram a cabeça de muitas pessoas naquela década.

No Brasil, essa vertente não passou despercebida. Fresno e NX Zero popularizaram o emo para a juventude brasileira, enquanto Pitty reuniu as melhores características do que a música alternativa oferecia naquele momento, com clara influência do nu metal e do rock industrial.

Lá fora, além de grupos como o My Chemical Romance, Good Charlotte e Fall Out Boy, outros nomes fortaleceram o emo como um representante fiel dos anos 2000. Simple Plan, The Used, The All-American Rejects, A Day to Remember, Plain White T’s, All Time Low, Asking Alexandria e Mayday Parade, que encabeçam o line up da  I Wanna Be Tour.

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Foto: Lucas Sarzi/Banda B.

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Em Curitiba pela primeira vez, The All-American Rejects revela se conhece algum nome do rock nacional

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