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Uma das maiores bandas do rock nacional, e também uma das mais antigas, chega a Curitiba neste sábado (13). Estamos falando de Barão Vermelho que, mesmo após 40 anos e duas trocas emblemáticas de vocalistas, conseguiu se reinventar e continuar firme e forte no cenário musical brasileiro. O show, no Teatro Positivo, celebra exatamente essa história.

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Foto: Marcos Hermes/Divulgação.

Com os seus tradicionais solos de guitarra e hits que estão gravados na memória afetiva de várias gerações, o Barão Vermelho marca, em Curitiba, o encerramento da turnê comemorativa dos 40 anos. 

À Banda B, o tecladista Maurício Barros contou que a capital paranaense é sempre cheia de boas lembranças. 

“Lembro de uma vez que, se não foi a primeira, foi uma das primeiras, num clube em Curitiba. Tocamos Barão Vermelho e Tim Maia. Cazuza e Tim Maia não gostavam de viajar de avião, então quando nos encontramos no aeroporto eles já estavam tomando um drink, foi uma viagem doida, porque eles ficaram gritando e bebendo o voo inteiro. Chegaram completamente bêbados em Curitiba, mas o show ocorreu e foi maravilhoso, uma festa divertidíssima. É uma memória inesquecível que guardo de Curitiba. Depois tocamos várias vezes”. 

O mundo, o cenário musical e a própria formação da banda mudaram bastante ao longo dessas quatro décadas. Mas o Barão nunca deixou de se adaptar e acompanhar.

Maurício considera que o grupo, que se formou em 1981 no Rio de Janeiro, pode ser considerado “sobrevivente” do rock.

“Não é sobrevivente só porque estamos vivos e com saúde, e podendo trabalhar com o que gostamos e queremos. É porque passamos pela saída de dois cantores muito marcantes na história do grupo que foi o Cazuza e o Frejat. Poucas bandas na história mundial passam por três cantores e sobrevivem. O Barão tem isso, que é a qualidade toda das pessoas envolvidas, a perseverança dos integrantes. Quando Cazuza saiu foi uma dificuldade muito grande, a gente sabia que tinha muito a mostrar, mas só a gente acreditava nisso. Depois o Frejat escolheu seguir carreira solo. Agora estamos encerrando a turnê de 40 anos e no segundo semestre vem nova turnê, trabalho novo, material novo, estamos cheio de gás de trabalhar”. 

Há sete anos, o quarteto é composto por Rodrigo Suricato no vocal e também nas guitarras e violão. O artista, segundo avaliação do tecladista, trouxe um novo respiro para a banda, mas a essência se manteve.

“Quando você convida um determinado artista, você traz toda a bagagem daquele artista e já sabe como ele pode somar. É um tempero diferente que não teria sem ele. Para a gente é muito prazeroso. O Suricato também trouxe um frescor para o grupo, com uma nova visão. Ele mesmo às vezes nos tira da zona de conforto, nos convencendo a tocar determinadas músicas que já nem tocávamos mais. Isso tudo só vem a somar”. 

40 anos de muita história

Celebrar 40 anos de história na música é um feito para poucos. Ainda mais quando se fala de um gênero que acabou deixado de lado por um popularesco que sempre prioriza o sertanejo, por exemplo. 

Maurício Barros avalia que entre os fatores que fizeram o Barão Vermelho continuar firme e forte estão as canções: o conteúdo do que foi escrito e gravado.

“O repertório, as letras do Barão, sempre tiveram muita atenção com o texto. Cazuza era assim e nós contamos com grandes letristas que colaboraram com o grupo, nós mesmos fomos amadurecemos. O fato de o grupo ter letras atemporais ajuda bastante na compreensão, na chegada de novos fãs e na manutenção dos antigos. O compromisso com a qualidade,mesmo tendo desafios de se reinventar de alguma forma. Hoje a gente não busca se reinventar, mas sim em estar atual. Isso nos motiva”. 

O longo tempo na estrada também fez com que o Barão percebesse uma renovação no público. O tecladista disse perceber que isso já virou rotina. Aos novos fãs, Maurício Barros indica começarem a conhecer Barão Vermelho pelos lançamentos mais recentes.

“Como estamos falando dessa formação, que hoje em dia representa o Barão, uma ótima forma de entender a banda seria ouvir o Barão 40 Acústico e Barão 40 De Luxe vai ter um apanhado de lados B, de blues e rocks que o Barão teve ao longo dos anos. É um grande apanhado cheio de clássicos que permite entender o que o Barão soa hoje em dia”. 

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Primeira formação do Barão Vermelho, de 1981. Foto: Arquivo.

O que vem depois?

O show em Curitiba vai ser o último, pelo menos na capital paranaense, da turnê de 40 anos do Barão Vermelho. Mas, assim como diria a música “o tempo não para”, a banda também não: para o segundo semestre vem novidade.

“No segundo semestre muda tudo, é nova turnê, novo repertório, embora grandes sucessos não temos como tirar, mas virão novas, inéditas, que ainda vamos gravar. Não sabemos ainda se vamos lançar um single, um EP ou um álbum. Vamos entrar em estúdio e fazer um trabalho bem coletivo”.

O Barão não para e quem for ao Teatro Positivo vai poder comprovar. Os ingressos para o show custam a partir de R$ 110, de acordo com o setor. A venda é feita pelo Disk-Ingressos.

Serviço

Barão Vermelho 40 anos em Curitiba
Quando: sábado, dia 13 de abril de 2024
Onde: Teatro Positivo, na Rua Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5300 – Campo Comprido
Horário: 21h
Quanto: ingressos a partir de R$ 110, de acordo com o setor. Venda pelo Disk-Ingressos.

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“Sobreviventes do rock”: comemorando 40 anos, Barão Vermelho se apresenta em Curitiba neste sábado

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