Curitiba tem mais um patrimônio histórico na rota turística e cultural da cidade. Foi inaugurado o Memorial Família Parolin, nesta quarta-feira (12), no casarão histórico restaurado pela Grande Loja Maçônica do Estado do Paraná, no bairro Parolin.

Casarão de 1910 é restaurado em Curitiba e vira museu histórico de família de imigrantes
Casarão do Memorial Família Parolin, em Curitiba.
Foto: Pedro Ribas/SMCS

O casarão fica na Travessa Livorno, 129. A edificação de 1910 é tombada pelo Patrimônio Cultural do Estado e cadastrada pela Prefeitura de Curitiba como Unidade de Interesse de Preservação.

O imóvel remete à imigração italiana e a origem do bairro homônimo. Atualmente, pertence à Grande Loja Maçônica, que investiu R$ 1,1 milhão no restauro. 

“Esta casa do começo do século passado, bordada em lambrequins, unida a esse templo magnífico que traz o firmamento ao cenário e à paisagem de Curitiba enche meu coração de prefeito de orgulho. E aqui, a Grande Loja Maçônica do Paraná, de maneira inteligentíssima, une o rosto do passado com o seu templo moderno. Ganha Curitiba”,  

destacou o prefeito Rafael Greca na inauguração.

Dentro do casarão, que fica anexo ao templo da Grande Loja Maçônica, foi instalado um espaço museológico que permanecerá aberto à visitação gratuita, especialmente com agendamento para instituições de ensino. 

O Memorial 

Composto por fotografias e alguns objetos, o Memorial conta a história do lugar e da família Parolin, imigrantes de origem italiana. Em 1909, os irmãos Antonio, Bartolo e João Parolin compraram a chácara Motta e em parte do terreno Antonio construiu a casa que serviu de morada para a família. Posteriormente, a chácara foi loteada e deu origem ao bairro Parolin.

“O esforço voltado à preservação do patrimônio histórico da nossa memória demonstra a consciência, o compromisso e a união em torno dos nossos valores. A iniciativa de destinar o casarão ao Memorial Família Parolin no ano em que comemoramos os 330 anos de Curitiba, é uma homenagem à nossa cidade e à história dessa família cujo nome se confunde com o bairro, tamanho pioneirismo, e que tanto contribuiu com o crescimento da capital”, destacou o grão-mestre da Grande Loja Maçônica do Estado do Paraná, Marco Antônio Corrêa de Sá.

Alguns dos descendentes mais antigos de Antonio Parolin, como os netos Elzi Parolin Ercole, 88 anos, e Darlei Parolin, 86 anos, compareceram à cerimônia.

Casarão do Memorial Família Parolin.
Foto: Pedro Ribas/SMCS.

“Voltar aqui depois de tantos anos e ver essa homenagem tão bonita é como voltar no tempo. Passei muitos domingos da minha vida nessa casa. É uma alegria imensa saber que ela vai continuar existindo e receber pessoas para conhecer a história da nossa família”, disse Elzi. 

Antonio Parolin viveu na casa até sua morte, no início da década de 1960. A família Parolin teve grande destaque na indústria da capital, e teve empresas como olarias, serrarias e de outros ramos.

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