Se estivesse vivo, ele completaria neste mês 77 anos de vida. Mas, na música brasileira, e principalmente no samba, sua memória está presente e efusiva. A vida do cantor e compositor, Lápis, até hoje é rememorada pela imensurável contribuição na história do samba paranaense.

Lápis foi o responsável por inserir o samba de breque em Curitiba. Filho de 21 irmãos, o artista faleceu aos 35 anos de idade após a segunda operação no coração decorrente de insuficiência cardíaca. (Foto: Divulgação)

Longelíneo e negro, assim surgiu o nome artístico dado ao mestre quando foi funcionário dos Correrios. Do esteriótipo, se não fosse pelos seus sambas, boleros e fandangos, jamais seria associado ao rock, embora tenha integrado algumas bandas.

Filho de Seu Abelardo e Dona Mariquinha, enquanto o pai tocava violão, a mãe cantava, e assim, naturalmente, a educação musical de Lápis começava. Lalo, irmão mais velho entre os homens da casa, também foi uma das figuras responsáveis por impulsionar o interesse do até então, Palminor que aos 11 anos já tocava pandeiro e cantava samba de breque.

Waltel Branco, Jorge Ben, Eliana Pittman, Dóris Monteiro, Paulinho da Viola, Rubens Rolim, Originais do Samba, Festival Internacional da Canção da Rede Globo Festival Nacional de Músicas de Carnaval da TV Tupi; diversos nomes, festivais e espetáculos são associados e contados no songbook, Memória, Saudade, Papel e Lápis.

“Conheci Lápis nos idos tempos em que ele escrevia sua história pelas ruas, bares e salas de show de Curitiba e do Rio de Janeiro. Pesquisei sobre a sua vida e obra, escrevi as letras cifradas e partituras das 41 músicas resgatadas que agora apresento em um songbook”, revela o violonista, cavaquinista, compositor, arranjador e pesquisador musical, responsável pelo projeto, Jazomar Vieira da Rocha. 

Jazomar também é um dos convidados desta quarta-feira (30) do Tributo ao Grande Compositor Lápis que integra o Ciclo de Palestras de Arte Paranaense idealizado pela Comissão de Assuntos Culturais da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção do Paraná. O songbook Memória, Saudade, Papel e Lápis acompanhando pelo álbum será vendido no local por R$30.

Nomes importantes na história artística de Lápis também estão confirmados, entre eles, Paulo Vítola, Rubem Rolim, Celio Malgueiro, Añadir Salles e Carlos Freitas. Com entrada gratuita, o evento acontece na Capela Santa Maria a partir das 19h.

Serviço | Tributo ao Grande Compositor Lápis
Onde: Capela Santa Maria
Endereço: Rua Conselheiro Laurindo, 273
Quando: 30 de outubro (quarta-feira)
Horário: 19h
ENTRADA GRATUITA