A semana foi marcada pela inauguração de três exposições. A trajetória artística de Ivens Machado, a instigante discussão sobre o conceito de autoria na arte contemporânea de Marcelo Conrado, no Mon, e o encontro de dois artistas que retornam às telas e aos pincéis na Galeria Teix. Confira:

MON recebe duas exposições – Marcelo Conrado e Ivens Machado

Pintura de Marcelo Conrado em acrílica e nanquim sobre tela.

Realizada pelo Museu Oscar Niemeyer (MON), a mostra individual de Ivens Machado traz desenhos, esculturas, fotografias e vídeos relacionados a diferentes períodos da trajetória do artista, procurando criar um diálogo entre as várias vertentes. Ivens Machado foi um dos artistas mais importantes de sua geração e um dos pioneiros da vídeoarte no Brasil.

Trajetória
No início da década de 1970, Ivens Machado produziu obras em papel utilizando cadernos pautados ou quadriculados, onde realizou interferências.
Na década seguinte, sua obra é marcada por um envolvimento maior com a escultura. Em grande parte de seu trabalho escultórico, utiliza materiais da construção civil, trabalhando com formas e superfícies irregulares.
A exposição apresenta de forma abrangente e expressiva a obra do artista em Curitiba, incluindo trabalhos poucas vezes mostrados no Brasil. A exposição será para o público uma experiência inédita e de grande intensidade artística.
A mostra reúne o conjunto de sua obra, atravessando meio século de uma produção marcada pela sua força, sua crueza e também sua delicadeza e alegria”, diz a curadora Mônica Grandchamp. Ela explica que, num primeiro momento o impacto da obra pode trazer desconforto, mas com um segundo olhar, encontra-se a fantasia, a sutileza e a delicadeza.

A autoria da obra em discussão
“O que é original?” é o nome da exposição do artista Marcelo Conrado inaugurada nesta quinta-feira, 11 de abril. Mais do que isso, a mostra também é uma indagação que o artista faz ao seu público, instigando uma discussão sobre o conceito de autoria na arte contemporânea.
Com propriedade, o artista questiona, através de sua obra, a autoria na arte. Doutor em Direito pela UFPR e professor da mesma universidade, Conrado explica que a exposição reúne reflexões próprias de suas duas vertentes profissionais: arte e Direito.
Temos aqui uma discussão sobre os conceitos de autoria, anonimato, apropriação e originalidade na arte”, explica o artista. Para isso, ele utiliza 20 fotografias licenciadas de bancos de imagens, sobrepostas a frases anônimas, retiradas de pichações, redes sociais ou conversas casuais. “É um diálogo entre a apropriação de textos e imagens. Do duplo anonimato, das fotografias de banco de imagens e de frases, reivindico a autoria das obras”, informa.

Pinturas
Em outro espaço da exposição, Conrado apresenta ao público 13 pinturas em grandes formatos. Estas, por sua vez, ao serem produzidas, receberam influência de outros artistas, o que mantém vivo o questionamento central da mostra. No espaço dedicado às pinturas, a autoria se faz presente por meio da mão do artista. Aqui não é possível delegar, diferente da sala dedicada às fotografias, onde a autoria é evidenciada pela via da apropriação.
A mostra conta ainda com um painel de LED com frases em movimento, que remete a locais públicos de grande circulação que utilizam tal ferramenta de comunicação. Ao final, uma obra interativa convidará o público a deixar contribuições para possíveis futuros trabalhos do artista.

O artista
Artista formado no Centro Juvenil de Artes Plásticas de Prudentópolis, foi depurando seu estilo e tem duas fases distintas: a fase inicial cromática, com intensidade de cores, e a fase em preto e branco, onde ele consegue impor um novo percurso. “É um artista já reconhecido, mas que precisa ter suas obras revisitadas constantemente”, afirma o secretário.

Serviço
Exposição Ivens Machado “Mestre de Obras”
Até 28 de julho
Sala 4
$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada)

“O que é original?” – Marcelo Conrado
Até 18 de agosto.
De terça-feira a domingo, das 10h às 18h
Quarta-feira, entrada gratuita
Museu Oscar Niemeyer – Rua Marechal Hermes, 999
www.museuoscarniemeyer.com.br

Galeria Teix apresenta DOIS TRÍPTICOS E ALGUMAS sOBRAS
Cúmplices de profissão e amigos de longa data, esta é a primeira vez que os artistas Marco Teixeira e Ricardo Humberto dividem o mesmo espaço para expor suas obras. A exposição marca o retorno dos dois artistas às telas e pincéis.
Para o Ilustrador e designer gráfico, Ricardo Humberto, que  trabalhou na grande imprensa e área gráfica “esta exposição foi uma oportunidade de sair do formato pequeno do desenho e encarar algo maior. Embora eu não tenha me desapegado do desenho, pois estes trabalhos ainda contêm meu modus operandi de linha e traço, é uma boa oportunidade para explorar outros formatos”.
Com uma estética mais abstrata, o artista plástico, tatuador e galerista Marco Teixeira retorna à tela e pincel com ideias incubadas desde sua última exposição de pintura em 2012. Segundo ele, havia uma efervescência desses trabalhos que já vinha de muito tempo que se materializa nesta mostra. “Será um ótimo evento. Eu confio muito no trabalho do Ricardo e no meu, e acredito que terá um resultado bastante interessante”, completa Teixeira.

 

Serviço
Exposição DOIS TRÍPTICOS E ALGUMAS sOBRAS
Até dia 11 de maio de 2019
De segunda a sexta-feira das 10h às 19h e aos sábados das 10h às 16h.
Estúdio e Galeria Teix – Alameda Augusto Stellfeld, 1581 – Batel
http://www.estudioteix.com.br

 

Serviço

Exposição Ivens Machado “Mestre de Obras”

De 11 de abril a 28 de julho

Sala 4

Museu Oscar Niemeyer (MON)

Rua Marechal Hermes, 999

Curitiba – Paraná

museuoscarniemeyer.org.br

Visitação: terça a domingo, das 10h às 18h

R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada)

Quartas gratuitas

 

Serviço

“O que é original?” – Marcelo Conrado

Período expositivo: até 18 de agosto

De terça-feira a domingo, das 10h às 18h

Quarta-feira, entrada gratuita

Museu Oscar Niemeyer

Rua Marechal Hermes, 999

www.museuoscarniemeyer.com.br