(Foto: Street View)

 

A Câmara Municipal de Mandirituba, região metropolitana de Curitiba, tinha a expectativa de votar, nesta quinta-feira (2), em sessão extraordinária marcada para as 17h30, um projeto enviado pelo prefeito da cidade, Luiz Antônio Biscaia, que pede a autorização de um empréstimo no valor de R$ 9 milhões para serem aplicados em asfalto. Entretanto, faltam relatórios de algumas comissões e, com isso, novamente a votação foi adiada.

De acordo com a prefeitura municipal, a verba é importante para atender a uma antiga demanda da população . “É uma linha de crédito que o poder público tem direito e o dinheiro é para a pavimentação asfáltica de 13 ruas da cidade. Será feita uma licitação e tudo passará por órgãos reguladores. Chama a atenção que os vereadores fizeram um pedido de avaliação básico, segurando por uma semana o projeto, sobre questões de meio-fio e espessura de asfalto, embora o secretário de Obras já tenha tirado estas dúvidas dos vereadores na própria Câmara”, descreveu à Banda B Evandro Krachinski, procurador do município.

Com a votação novamente adiada, existe um temor por parte de alguns moradores que a pavimentação não aconteça. Rosmar de Souza, de 42 anos, mora em Areia Branca dos Assis e diz que é preciso que o projeto ande. “Procurei vereadores para cobrar, porque não está andando e nós precisamos do asfalto. Estamos há dez anos esperando por isso. Não tem um asfalto sequer aqui”, descreveu.

Segundo o vereador Diego Carvalho, que votou contra o regime de urgência, o projeto chegou no dia 2 de abril e foi lido na sessão do dia 9 de abril. Após isso, foi passado às comissões, que têm 30 dias, que podem ser prorrogáveis, para ser levado à votação. “Foram feitos alguns questionamentos e a próxima reunião da comissão vai acontecer na próxima segunda-feira. Ainda faltam pareceres, porque o prazo não se esgotou”, disse.

Carvalho afirma que os vereadores precisam ter responsabilidade. “Todos os vereadores são favoráveis ao asfalto. Nós votamos a questão do empréstimo, o que traz um receio pelo valor, por isso que as comissões são abertas, justamente para que se busque a melhoria da cidade e com responsabilidade, “disse.

Caso a votação não aconteça até 30 de maio, existe o risco empréstimo não ser aprovado. Para o procurador do município, a viabilidade financeira já é decidida por outros órgãos reguladores. “Informações extraoficiais dão conta que vereadores querem saber sobre o impacto financeiro no município, mas o tesouro nacional regula isso. A Câmara aprova e só vai pra frente se ficar provado que podemos arcar com os custos”, concluiu o procurador.

Novamente adiada

O presidente da Câmara Municipal de Mandirituba, Fernando Teixeira, disse que sem os pareceres o projeto não pode ser colocado em votação. “Foram feitos questionamentos e as comissões precisam emitir o parecer ou prorrogar por mais 15 dias. Não dá para atropelar este protocolo. Faltam as comissões de finanças e serviços e obras públicas”, disse.

O vereador ainda afirmou que o Executivo tem interesse na votação devido à certidão negativa, garantida até 30 de maio. “Todo município tem que ter certidão em dia todos os meses do ano, então não podemos atropelar isso. Estamos respeitando o que diz o regimento. O projeto foi lido, deliberado e levado às comissões”, finalizou.