Os voluntários do Hospital de Clínicas (HC), um dos centros de pesquisa que fazem parte do estudo coordenado pelo Instituto Butantan da vacina Coronavac, tiveram apenas reações leves, o que garante a segurança do imunizante. Foram cerca de 1,4 mil curitibanos que participaram dos testes, que terminaram no dia 31 de setembro, e são monitorados desde então.

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A chefe do serviço de infectologia do HC e coordenadora do estudo da CoronaVac em Curitiba, a médica Sônia Raboni, afirmou que apenas reações leves foram verificadas. “Nós observamos apenas reações leves e moderadas, como dor de cabeça, dor no local da picada e uma febre leve, mas a maioria não sentiu nada. O evento mais moderado foi a dor de cabeça persistente”, descreveu à Banda B.

Os participantes da pesquisa receberam duas doses do imunizante, com um intervalo mínimo de 14 dias e máximo de 28, uma aplicação em cada braço. Metade foi vacinada com a Coronavac e a outra recebeu um placebo. “Até o momento a vacinação se mostra muito segura. O acompanhamento dos voluntários acontece por um ano, porque existem eventos tardios que podem acontecer, mas isso é muito raro”, explicou.

Quanto à eficácia da vacina, isso não fica a cargo do HC. “Estudos de eficácia são feitos por um comitê externo de segurança e eficácia. Dados são disponibilizados pro Butantan, que passa a análise ao comitê. Casos de covid positivo entre os voluntários vão para este centro, que faz a análise para saber se receberam a vacina ou não”, salientou.

O último voluntário a receber a Coronavac em Curitiba foi no dia 31 de setembro.