O governador Ratinho Junior disse, nesta sexta-feira (11), que a vacinação contra a Covid-19 deve começar em março. A previsão foi divulgada durante coletiva de imprensa realizada no Palácio Iguaçu, em Curitiba.

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“Acreditamos que a partir de março vai começar a ter volume suficiente para vacinar uma boa parte do Brasil, e se enquadra o nosso estado, para vacinar em especial as pessoas mais vulneráveis”, disse o governador.

Segundo o anúncio, a imunização no Paraná irá respeitar o calendário nacional. A data estimada para março ainda depende de negociações do Governo Federal com laboratórios, além de autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Citando a data, Ratinho Junior garantiu que o Paraná está trabalhando com base em orientações técnicas e científicas desde o início da pandemia e que o mesmo se dará em relação à vacinação. “Não vamos fazer da vacina um programa eleitoral. Estamos tratando de forma técnica e científica para dar o melhor resultado para a população. Tratamos a pandemia desde o começo com decisões técnicas”, afirmou.

Na última terça-feira (8), o ministro da saúde Eduardo Pazuello disse que o Governo Federal tem acordos com o laboratório AstraZeneca (260 milhões de doses e insumos para fabricação) e a entrada no consórcio Covax Facility (42 milhões de doses) para o Plano Nacional de Imunizações (PNI). Por conta disso, há uma previsão de que a vacinação comece no país no fim de fevereiro.

Ratinho Junior ressaltou que o Paraná pretende oferecer a vacina a toda a população, mas que não fará dos moradores “cobaias” científicas. “Estamos muito organizados. Esse programa precisa de uma série de instrumentos e de uma logística robusta. A Secretaria de Saúde já vem há bastante tempo preparando o Estado para quando aparecer a vacina comprovadamente eficaz e com autorização dos órgãos responsáveis”, garantiu.

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Na coletiva, o governador ainda citou as estratégias já estabelecidas pela Secretaria de Estado da Saúde, entre elas a aquisição de 11 milhões de seringas e a abertura de registro de preço para aquisição de mais 16 milhões de unidades; a contratação de mais de 200 câmaras frias e quatro contêineres de 40 pés para armazenamento. Além disso há uma preparação de 1.850 salas de vacinações já existentes em parceria com os municípios, e uma licitação de R$ 22 milhões para comprar mais Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).