O Instituto de Criminalística do Paraná concluiu nesta terça-feira (6) o laudo sobre a explosão em apartamento do bairro Água Verde, em Curitiba, que matou o pequeno Matheus Lamb, de 12 anos. Segundo o documento, a causa do acidente foi o uso inadequado dos produtos líquidos inflamáveis utilizados na impermeabilização de um sofá, no último dia 29 de junho.

Foto: Banda B

O laudo, assinado pela perita Angela Andressa, afirma que teriam de ser feitos procedimentos para que o local fosse bem ventilado, além de ter sido dispensada a presença dos moradores do apartamento. “O laudo vai ao encontro da nossa linha de investigação, pois tivemos a conclusão de que a causa foi a utilização de produtos químicos altamente inflamáveis sem a devida cautela, ou seja, sem que as informações de segurança fossem passadas pelo técnico à família”, afirmou Adriano Choffi, delegado do DEAM (Delegacia de Explosivos, Armas e Munições).

O objetivo da DEAM é de que seja proibida definitivamente a aplicação de produtos à base de solvente dentro de imóveis de Curitiba.

Investigação

De acordo com o delegado Choffi, o trabalho da perícia reforça a teoria do crime cometido pelos proprietários da empresa de impermeabilização. “Houve crime e os donos serão indiciados por vários crimes. Nós vamos relatar esse inquérito e encaminhar ao Ministério Público. Houve um homicídio, três lesões corporais e o crime de explosão. Estamos verificando ainda a forma pela qual faremos o indiciamento do homicídio, se será doloso ou culposo”, acrescentou o delegado.

Caso haja comprovação do dolo, os proprietários poderão ir à Júri Popular. “Tratava-se de um material que era praticamente bomba caseira. Eles colocaram em risco todos os funcionários, outros prestadores de serviço que transportaram esse material fingindo ser xampu e os clientes. Nossa expectativa é que o caso vá a júri popular e que eles sejam condenados por homicídio doloso”, afirmou a advogada Rafaela Munhoz Lacerda, responsável pela defesa da família Lamb.

O inquérito deverá ser encerrado na próxima semana e, após esse processo, será levado ao Ministério Público.