A Urbs (Urbanização de Curitiba S/A.) notificou a Comec (Coordenação da Região Metropolitana) e vai notificar a Associação Comercial do Paraná (ACP). O objetivo é que as duas entidades contribuam de maneira mais eficiente para melhorar o fluxo de passageiros na capital durante a pandemia de coronavírus. Além disso, por determinação do prefeito Rafael Greca, a Urbs está reforçando a fiscalização nos terminais de ônibus, a fim de evitar aglomeração de passageiros.

(Foto: Divulgação)

Uma portaria está sendo elaborada, disciplinando a ocupação de passageiros nos veículos e os procedimentos de embarque. Ela deve entrar em vigor no início da semana que vem. Além do reforço na escala dos fiscais da Urbs, agentes da Guarda Municipal passam também a fazer o controle da entrada de passageiros e dos veículos vindos da região metropolitana.

Os cerca de 110 fiscais ativos do órgão foram redistribuídos, concentrando-se nos horários e locais quem vêm tendo mais movimento. São eles os terminais Pinheirinho, Cabral e Boqueirão e Santa Cândida.

A Guarda Municipal já deu início ao trabalho conjunto nesta sexta-feira.

Acúmulo localizado

Segundo o presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia Neto, o volume geral de passageiros ainda está muito abaixo da capacidade da frota circulante hoje. Mas há registros de movimento maior em períodos específicos.

Um dos motivos são ônibus vindo de cidades da região metropolitana – por isso, a notificação à Comec. Algumas linhas metropolitanas reduziram suas escalas e estão concentrando mais de um veículo fazendo o mesmo trajeto ao mesmo tempo.

“Com isso, estavam ocorrendo casos de três ônibus da mesma linha, chegando ao mesmo tempo nos terminais”, explica Ogeny. “Há um desequilíbrio nas linhas metropolitanas que interferem diretamente nas linhas urbanas; isso está sendo corrigido.”

Segundo ele, com melhor distribuição desses veículos, evita-se a aglomeração nos terminais da capital.

A Urbs e Guarda também estão reforçando a necessidade de uso de máscara, entre outras medidas.

Comércio sem escala

No caso da Associação Comercial do Paraná, cuja notificação deve ser protocolada na segunda-feira (27), Maia Neto diz que várias lojas que reabriram as portas não estão seguindo a orientação da ACP de funcionar entre 10h e 16h.

“É preciso que as lojas trabalhem de forma flexível, com os funcionários entrando de forma escalonada em diferentes horários”, diz Ogeny. “Hoje estamos tendo movimento nos horários que são tradicionalmente de pico porque muitas lojas não estão fazendo isso. É preciso que todos tenham responsabilidade para manter os serviços essenciais, mas barrando a transmissão da covid-19.”

Oferta

De acordo com Maia Neto, o sistema na capital está operando com capacidade para transportar 952 mil pessoas por dia. Somente de vagas nos assentos há mais de 236 mil.

O uso efetivo está em cerca de 200 mil passagens por dia.

Comec

A Comec enviou a seguinte nota sobre o caso:

A Comec informa que o monitoramento do transporte coletivo metropolitano está intensificado a fim de oferecer proporcional oferta à demanda e que estão sendo praticadas tabelas de sábados com reforços nos horários de pico, assim como anunciado pela Urbs. E estranhou o termo notificação já seguidamente mantém diálogo sobre a operação com a capital, além do permanente pedido de Curitiba por subsídio para atender os usuários da rede integrada.

O presidente da Comec, Gilson Santos, informa ainda sua total responsabilidade pelo transporte metropolitano, mas que não lhe cabe interferir na gestão de Curitiba.

E destacou ainda que desde o início do mês, sob orientação do Governo do Estado, mantém tratativas com a Faciap, ACP e Fiep sobre flexibilidade de horários em virtude da pandemia e da melhor distribuição de pessoas no transporte coletivo.