A tarifa do transporte coletivo será reajustada em 6%, passando de de R$ 4,25 para R$ 4,50. A informação foi adiantada pela Banda B no início da manhã desta sexta-feira e confirmada pelo prefeito de Curitiba, Rafael Greca, ao vivo na Rádio Banda B, por volta das 10h50. A mudança passará a valer a partir do dia 28 de fevereiro.

“Saí há pouco de uma reunião com o governador Ratinho Júnior e definimos que Curitiba irá colocar um subsídio de R$ 50 milhões para o transporte e o Governo irá repassar mais R$ 150 milhões. Assim, fica garantida a integração e a passagem de R$ 4,50 para Curitiba e todas as cidades que fazem divisa com a capital na Região Metropolitana”, anunciou Greca.

Pelo Facebook, o governador Ratinho Júnior postou:

“Boa notícia para o transporte coletivo de Curitiba e Região Metropolitana! O governo do Paraná garantiu o subsídio para a tarifa do transporte público. Além disso, vamos manter a integração e iniciar um projeto de revitalização do nosso sistema de transporte. Parabéns à população. Governo e prefeitura trabalhando em parceria pelos paranaenses!”

Assista ao anúncio de Greca e Ratinho Júnior

Segundo apurado pela Banda B, os R$ 200 milhões de subsídio não serão apenas para manutenção da tarifa, mas também para a realização de obras do sistema viário. Para Curitiba, do Governo virá R$ 40 milhões. Já para as cidades da Região Metropolitana virão R$ 110 milhões.

Como a tarifa técnica (valor que o sistema de transporte paga às empresas por cada passageiro.) será de R$ 4,79, a diferença virá parcialmente  do subsídio.

 

Prefeitura de Curitiba deve anunciar hoje a nova tarifa de ônibus – Foto SMCS

O subsídio implicará também na realização de obras para o sistema viário. “Teremos uma cidade única para o transporte, com a construção de faixas exclusivas para os ônibus da Região Metropolitana”, disse Greca.

Fevereiro é a data-base de motoristas e cobradores e o prefeito Rafael Greca já vinha anunciando, desde o final do ano passado, que o reajuste seria “inevitável”.

O valor da tarifa das demais cidades da Região Metropolitana, que não fazem parte do primeiro anel, ainda será definido.

Motoristas e cobradores

Em três assembleias realizadas pelo Sindimoc, o Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus, no final de janeiro, os trabalhadores aprovaram a pauta de reivindicação para 2019. Entre os pontos que foram votados, os principais se referem a continuidade da função de cobrador, o reajuste salarial de 10% e a estabilidade com o congelamento do anuênio. A negociação com a categoria tem ligação direta com o valor da nova tarifa.

À época, o presidente do Sindimoc, Anderson Teixeira, disse que uma possível greve ficou ‘pré-aprovada’, mas que só será usada como último recurso. “A categoria é consciente que a greve é o ultimo recurso. Esse é o ultimo recurso e há muito para ser negociado, mas já temos a paralisação aprovada e não será descartada para defender os trabalhadores. Se lá na frente, for necessária, acontecerá”, afirmou.

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