Diante das imagens de aglomeração gravadas dentro do Vitto Bar, uma casa noturna localizada no Centro de Curitiba, um dos sócios-administradores procurou a Banda B nesta quarta-feira (4) para negar que a situação tenha ocorrido como descrito em redes sociais. Renato Rafael Cezar garante que o estabelecimento vem tomando todas as medidas sanitárias orientadas pela Secretaria Municipal da Saúde, mas admite que a situação “fugiu do controle” na noite do último sábado (31), data da intervenção realizada pela Ação Integrada de Fiscalização Urbana (AIFU).

Reprodução Instagram

Em entrevista à Banda B, Renato Rafael afirmou que muitas das críticas estão ocorrendo por fatos que não aconteceram. “Há vários perfis fakes no Instagram atingindo a gente, mas entendo que se eles estão certos com a denúncia, deveriam pelo menos mostrar a cara e não ter medo de falar. É lógico que passou um pouco dos limites no sábado e não tenho nem o que falar sobre, mas poxa, já são mais de oito meses fechados e ninguém faz nada pela gente. A gente precisa pagar nossas contas e a fiscalização fecha a gente dessa forma”, lamentou.

Um dos pontos negados pelo Vitto Bar é a realização de um show ao vivo, uma vez que a casa não tem estrutura para isso. O vídeo chegou a ser publicado pela Banda B, mas foi retirado após esclarecimento dos proprietários. Outro ponto lamentado pelos sócios é a informação de que a pista de dança estaria aberta durante a madrugada, o que é negado pelos sócios.

Segundo Renato Rafael, os vídeos provocaram até mesmo ameaças pessoais aos proprietários. “Eu acredito que um dos fakes é até próximo, já que sabe de algumas coisas que ocorreram com a gente, mesmo que bem por cima”, relatou.

O Vitto Bar foi um dos três estabelecimentos interditados pela AIFU no último fim de semana em Curitiba. Como apenas uma notificação foi feita, os proprietários prometem reabrir já nesta semana, com todas as medidas sanitárias sendo devidamente seguidas, inclusive o controle de pessoas.

Falta de apoio

Com as dificuldades impostas pela pandemia, o Vitto Bar foi um dos estabelecimentos que passou a integrar o movimento Fechados Pela Vida, que critica a falta de apoio do Poder Público a pequenos empresários diante das dificuldades impostas pelo fechamento das portas.

Segundo Renato Rafael, ele e os sócios tem “se virado” para poder pagar as contas. “Foi questão de cartão de crédito, com empréstimo até do meu irmão. A gente tem trabalhado para recuperar esses gastos e, mesmo encurtando os gastos da casa, estamos ali porque precisamos. Eu não estou ali porque estou rico, mas sim porque preciso trabalhar”, concluiu.