As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Curitiba estariam enfrentando problemas como o aumento da demanda por atendimento e o medo de muitos profissionais de saúde de serem infectados pelo novo coronavírus. Pelo menos é o que denunciou o Sindicato dos Sevidores Municipais de Enfermagem de Curitiba (Sismec) à Banda B nesta quarta-feira (8).

De acordo com Raquel da Silva Padilha, presidente do Sismec, todas as UPAs da cidade estão superlotadas. A unidade no bairro Fazendinha, na noite de terça-feira (7), teria tido que improvisar um espaço para atender crianças.

Foto: Lucilia Guimarães/SMCS

“Aumentou bastante a demanda da semana passada para esta. Essa noite não tinha espaço para as crianças no Fazendinha, tiveram que ser atendidas em um consultório médico pequeno, sem espaço adequado, sem oxigênio no local, mas era o que tinha”, relata Padilha.

39 profissionais teriam sido afastados da unidade (Fazendinha) por conta da Covid-19. E mais quatro devido a outras doenças. Tudo isso apenas nos últimos 15 dias, segundo a presidente do sindicato.

A UPA Sítio Cercado seria outro exemplo. Na tarde desta quarta-feira (8), a equipe do local estaria planejando uma solicitação para remanejamento em massa de profissionais.

Prefeitura

Padilha reclama que a Prefeitura de Curitiba não estaria fornecendo as EPI’s (Equipamentos de Proteção Individual) de forma adequada e nem contratando mais profissionais. Ela pede medidas urgentes. “A Prefeitura não está disponibilizando os EPI’s da forma adequada e em quantidade suficiente, isso desde o início da pandemia estamos solicitando. Não estão contratando PSS (Processo Seletivo Simplificado), mesmo autorizado a contratação emergencial, apesar que até eles estão com medo”, afirma.

A reportagem da Banda B entrou em contato com a Prefeitura de Curitiba para comentar as denúncias do Sismec. Leia a nota na íntegra:

“A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) informa que a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Fazendinha realizou 163 atendimentos na noite de terça-feira (7), o que corresponde à metade da média de atendimento habitual.

Quando há necessidade de continuidade assistencial o paciente é inserido na central metropolitana de regulação de leitos, que avalia a prioridade de cada caso – a central atende UPAs e hospitais SUS de Curitiba e dos demais 28 municípios da região metropolitana – e a avaliação tem como base múltiplos critérios, entre eles a gravidade.

Durante esse processo o paciente permanece sob cuidado médico e de enfermagem em tempo integral nas UPAs.

Sobre a suposta falta de profissionais, informamos que não há déficit de pessoal nas escalas. Quando há registro de afastamentos temporários, a demanda é suprida por horas extras.”