Funcionários públicos aposentados da educação se reuniram em vigília, no início da noite desta segunda-feira (2), em frente à Catedral de Curitiba, na Praça Tiradentes. De acordo com o presidente da APP-Sindicato e professor, Hermes Leão, a manifestação tem o objetivo de alertar a população sobre a redução dos salários dos servidores aposentados, com a proposta de reforma da previdência do governo do estado para os servidores do Paraná.

(Foto: Daniela Sevieri/Banda B)

“Essa vigília tem o papel de denunciar para a sociedade o ataque violento, a redução dos salários, cuja a média já são os mais baixos do serviço público, que são dos servidores aposentados”, destaca Leão.

A secretária dos aposentados da educação da APP Sindicato, Valci Maria Matos, afirma que a proposta do governo é uma afronta aos aposentados e uma cópia mais “malévola” da reforma proposta pelo governo federal. “Hoje estamos aqui, com representantes de todo o estado, contra esse projeto que deve ser votado nos próximos dias e vai reduzir muito o nosso salário. Para nós é uma afronta do governo, pois reduz todos os nossos direitos e é uma cópia e cola mais malévola do que a proposta apresentada pelo governo federal”, defendeu a secretária.

Matos afirma ainda que quando a PEC da reforma for votada na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP), a ideia é montar outra vigília e acampamento na frente da casa legislativa.

A professora aposentada, com 42 anos de magistério, Valderez Aparecida de Araújo Bueno, diz que os aposentados estão sendo atacados e apenas querem que o governo estadual respeite os direitos conquistados. “Nós aposentados estamos sendo atacados com o aumento da alíquota sobre os nossos vencimentos e estamos bastante tempo sem reajuste. Não pedimos aumento, mas respeito aos nossos direitos conquistados a duras penas”, disse Bueno.

Professores e funcionários da rede estadual de ensino do Paraná entraram em greve nesta segunda-feira (2) por tempo indeterminado. A partir das 9h desta terça-feira (3), os servidores começam a concentração para um novo ato na Praça do Homem e da Mulher Nu(a) (19 de dezembro).