Mais de mil vans do transporte escolar de Curitiba e da Região Metropolitana participaram de um protesto no início da tarde desta sexta-feira (1°). Os números são do Sindicato dos Operadores de Transporte Escolar em Curitiba (Sindotec), que coordenou a mobilização. Com buzinaço, eles percorreram diversas ruas do Centro, Centro Cívico e Abranches para pedir que a prefeitura de Curitiba e o Governo do Paraná abram créditos para categoria, isentem taxas e viabilizem a suspensão de financiamentos dos veículos enquanto durar a pandemia da Covid-19.

Carreata do transporte escolar nesta sexta-feira, em Curitiba – Foto: Banda B

A carreata começou em frente ao Museu Oscar Niemeyer, passou pela Praça Tiradentes, Rua Mateus Leme até o fim, em frente à Ópera de Arame.

O presidente do sindicato da categoria, Márcio Bonardi, explica o motivo do protesto. “Estamos aqui para pedir que os governos olhem para nossa categoria e nos deem um auxílio durante o tempo em que estamos parados, sem renda nenhuma. Queremos deixar claro que não estamos pedindo a volta às aulas. Pelo contrário. Sabemos da importância deste isolamento. O que queremos é que olhem para a nossa situação”, afirmou Bonardi.

O motorista Valdir Ribeiro, de 72 anos,  é do Pilarzinho. Ele está há 11 anos no transporte escolar e nunca viu o trabalho parar como aconteceu agora em virtude da pandemia do novo coronavírus. “Como nós, vanzeiros, vamos pagar estas taxas da Urbs? Não temos mais renda. Peço a Deus que tire o mundo desta situação e peço que nos ajudem aqui na terra”.

Os transportadores escolares pedem ajuda – Foto Banda B

O presidente do Sindotec explica o que a categoria está pedindo. “Queremos que sejam abertas linhas de crédito específicas para o transportador escolar. As que existem hoje não nos atendem. Também pedimos que seja feito um decreto pelo governo  que suspenda a cobrança dos financiamentos de veículos pelos próximos seis meses e que jogue estas parcelas para o final, sem juros. Outra reivindicação é que a Urbs isente nossa categoria da cobrança de taxas anuais e que o recadastramento que o prazo terminou nesta quinta-feira (30), seja prorrogado até o final do ano”, explicou.

O protesto terminou após cerca de duas horas, no bairro Abranches.

Nota da prefeitura de Curitiba

A assessoria da prefeitura de Curitiba enviou nota informando:

“O preço público anual, este ano, pode ser pago em duas parcelas de R$ 320, para reduzir o impacto ao transportador escolar. A Urbs já está definindo uma forma de pagamento dessas parcelas de maneira que não onere o prestador de serviço neste momento de pandemia”, diz a nota.