Alegando dificuldade para não conseguir uma linha de crédito junto à Caixa Econômica Federal (CEF), o empresário Arlindo Magrão, dono do Bar o Torto, acorrentou-se em frente a uma agência em Curitiba. O protesto acontece na entrada do banco na Av. Cândido de Abreu, no bairro Centro Cívico. Ele disse à Banda B, na tarde desta segunda-feira, que enquanto tiver saúde ficará lá.

Magrão está acorrentado em frente à agência da CEF (Foto: Reprodução)

 

“Eu reivindico o direito que tenho que é um giro caixa de mais de R$ 50 mil e limite flutuante de R$ 20 mil que até agora não me liberaram. Só consegui usar um limite de R$ 7 mil. Eles alegam que estou inadimplente, mas te pergunto: quem não está?”, questionou Arlindo, afirmando que o auxílio emergencial de R$ 600 não é suficiente ao pequeno empresário. “Esmola de R$ 600 não dá nem para colocar na mesa”, disse.

O empresário afirmou que só vai sair da frente da agência assim que tiver uma liberação por parte da CEF. “Planejo ficar aqui enquanto tiver saúde. Precisamos mostrar que não aceitamos o que está acontecendo. A saúde é o fator primordial, mas temos que dizer às instituições que temos direito, queremos ter acesso a eles e não somos atendidos”, reclamou.

Por fim, não criticou as medidas restritivas por parte do Governo do Paraná, afirmando saber a gravidade da situação do coronavírus. “Não sou contra a determinação da prefeitura e do Estado. Quando liberarem, a gente volta. Precisamos mesmo é de auxílio para manter a empresa e o emprego do trabalhador. Sem esse apoio o negócio fica inviável. Por que de fato não chega essa ajuda a empresa? É tão simples”, concluiu.

Sobre o protesto, a Banda B entrou em contato com a assessoria de imprensa da Caixa, que respondeu por meio de nota. Leia na íntegra:

“Informamos que CAIXA busca estar atenta às necessidades das micro, pequenas e médias empresas, especialmente nesse momento de desafios.
 
A CAIXA lançou o portal www.caixa.gov.br/caixacomsuaempresa, que permitiu que qualquer empresa manifeste seu interesse em contratar as linhas de crédito anunciadas, onde as empresas aptas ao crédito são contatadas pelo Gerente da agência da CAIXA mais próxima da empresa.
 
Sobre a linha Giro Caixa Pronampe, informamos  que a Receita Federal analisa o enquadramento da empresa e envia o comunicado onde consta a HASH CODE (código de validação), conforme critérios e regras estabelecidas pelas Portarias RFB nº 978 e 1.039. Para todas as empresas, será exigido o HASH CODE – código fornecido pela Receita Federal, além do documento de constituição da empresa, documento dos sócios e faturamento.

Cabe destacar que a empresa não poderá ter restrição cadastral no CNPJ da empresa ou no CPF do sócio.”