A secretária municipal Márcia Huçulak comentou, na manhã desta sexta-feira (20), a autorização da Saúde para que escolas da rede particular voltem a receber alunos em Curitiba. Durante entrevista coletiva, concedida ao lado do prefeito Rafael Greca, ela disse que a reabertura não é obrigatória e que os pais terão poder de decisão para não enviar os filhos às aulas, caso entendam que ainda não é o momento.

Foto: SMCS

Na última segunda-feira (16), o Comitê de Técnica e Ética da Secretaria Municipal da Saúde se posicionou favoravelmente ao retorno das aulas, destacando a retomada para crianças de até dez anos de idade. O documento diz que o índice de transmissão do coronavírus entre crianças é seis ou sete vezes menor que o de adultos e que experiências internacionais mostram que as aulas não impactam negativamente a curva de infecções e de mortes.

Segundo Huçulak, a autorização surge por conta de uma necessidade da cidade. “Eu digo que nesse tema a gente se sente em um Atletiba, com metade da nossa equipe dividida para cada lado. E nós também temos uma pressão muito grande, inclusive do Ministério Público da Criança e do Adolescente, com indagações sobre a liberação, por causa dos profissionais que atuam em atividades essenciais e dependem de uma escola privada para isso”, disse.

O presidente do Sindicato das Escolas Particulares do Paraná (Sinepe), professor Douglas Oliani, disse em entrevista à Banda B, que as escolas particulares de Curitiba estão prontas para receber os alunos novamente. “As escolas estão preparadas há muito tempo, seguindo todos os protocolos, mas é claro que essa decisão é de cada gestor, cada proprietário, cada coordenador pedagógico. O Sinepe não altera a tomada de decisão do gestor, só sugere e acata aquilo que está dentro dos ditames legais”, afirmou.

Alta nos casos

A autorização para retomada acontece em um momento de alta nos casos de Covid-19. Apenas nesta semana, Curitiba bateu o recorde de novos casos por três dias seguidos. Outro dado que chama a atenção é o de casos ativos, atualmente em 8.415, o maior da pandemia.

Para a retomada, porém, a secretária da Saúde fez um alerta. “Sinepe fez um comunicado às escolas: abre quem quer. E aqui quero dizer que a criança que mora com um pai idoso o que convive com uma avó, não é obrigatório ir para a escola. A Secretaria não está dizendo que é para abrir e nem que as crianças precisam voltar. Esse protocolo rígido, bastante criterioso, é para pais e mães que trabalham o dia inteiro e que precisavam dessa liberação, até mesmo para que a criança não fique com uma avó e coloque ela ainda mais em risco”, concluiu.