Com a mudança de bandeira em Curitiba, que passa a ser laranja a partir desta segunda-feira (7), muitas pessoas passaram a questionar os critérios adotados pela Secretaria Municipal da Saúde para definir as restrições. Uma delas tem relação com o funcionamento de academias de ginástica e natação, que na elaboração do protocolo, tinham a previsão de fechamento total. Em entrevista coletiva, porém, a secretária Márcia Huçulak afirmou que o maior problema neste momento tem uma relação direta com aglomerações ocorridas na cidade.

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“A gente acompanhou bastante as academias e os protocolos estão bem definidos. São poucas pessoas nos locais, há distanciamento e não identificamos situações com esse grupo”, afirmou a secretária.

Na última sexta-feira (4), o prefeito Rafael Greca disse que o aumento recente de casos tem uma relação direta com reuniões familiares a aglomerações na cidade. “Infelizmente houve excessos, possivelmente um repique das reuniões familiares inadvertidas que aconteceram no fim de semana do Dia dos Pais. Possivelmente pelas aglomerações em diferentes locais da cidade, se fizeram, contrariando a norma sanitária da bandeira amarela, que não é um liberou geral, mas sim de cautela”, disse.

Neste sábado, a capital paranaense chegou a 35.332 moradores infectados pela doença, com a confirmação de 1.062 mortes. A taxa de ocupação dos 349 leitos de UTI do SUS exclusivos para covid-19 é de 84%.

Ao todo, 4.848 são casos ativos na cidade. Esse é o número de pessoas com potencial de transmissão do vírus, um número bastante maior que aquele que levou a administração municipal a decretar bandeira amarela em 18 de agosto.

Bares

Na coletiva de imprensa, Márcia Huçulak também falou sobre a situação de bares, que voltam a fechar. Segundo ela, a situação ficou bastante complicada. “Bar é um lugar em que as pessoas relaxam, vão para beber. Infelizmente, a moçada se encontra, fica próxima, fuma, convive sem máscara e a gente fica muito assustado ao ver tanta gente junta. É uma moçada que volta para casa, faz o contágio dentro de casa e temos a consequência dos óbitos”, comentou.

Bares que funcionem como restaurantes ou lanchonetes, com comida entregue na mesa, podem continuar funcionando.

A bandeira amarela entra em vigor nesta segunda-feira (7).