A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) alerta a população para evitar contato com morcegos, vivos ou mortos. Com a chegada das estações quentes aumentam as ocorrências. Saber o que fazer ao se deparar com um morcego em sua casa é fundamental.

Ao encontrar um morcego em situação incomum (caído no chão, dentro de casa, caçado por cão e gato, entre outros), evite qualquer contato. Ele pode estar contaminado com o vírus da raiva, mas não dá para avaliar simplesmente ao olhar.

O primeiro passo é isolar o local onde o animal foi encontrado ou contê-lo com um balde, caso esteja no chão. Em seguida, ligar para o 156 e registrar a solicitação de remoção – inclusive finais de semana e feriados – e aguardar o contato de um técnico da Unidade de Vigilância em Zoonoses (UVZ).

Uma equipe vai até o local, faz a remoção do morcego, a vacinação de cães e gatos que possam ter tido contato e dá orientações. Em seguida, o morcego é encaminhado para exame.

Foto: Divulgação/Governo do Estado de Santa Catarina

Ocorrências

A UVZ faz o monitoramento constante desses animais. Em 2020 foram enviados para testagem 245 morcegos. Oito deles tiveram resultado positivo, ou seja, 3,26 % do total analisado eram portadores do vírus da raiva. O índice está dentro do esperado, não representa surto.

O número é preliminar, alguns ainda aguardam resultado. Todos eram insetívoros (se alimentam de insetos) ou frugívoros (se alimentam de frutas). Há mais de 20 anos não é identificado morcego hematófago (que se alimenta de sangue).

A maioria dos morcegos encontra-se saudável e tem papel biológico importante no controle de insetos e na disseminação de sementes. Desta forma, não devem ser mortos.

Raiva

Mesmo com a incidência baixa é importante monitorar a circulação do vírus da raiva, para prevenir que cães e gatos sejam contaminados e, consequentemente, para que não haja transmissão para humanos.

Em Curitiba o último registo de raiva em animais domésticos foi um caso em felinos em 2010, quando um gato teve contato com um morcego. Desde 1981 não há registro de raiva canina. E, desde 1975, não há casos em humanos.

Vacina

Para os tutores de cães e gatos, a orientação é mantê-los vacinados contra a raiva. A vacina deve ser feita anualmente. Cães e gatos têm hábitos de caça e, eventualmente, podem entrar em contato com morcegos contaminados.

Além das clínicas particulares, a vacina para os animais pode ser feita na sede da UVZ, na Rua Lodovico Kaminski, 1.381, CIC, de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h30 e das 13h às 16h30.

Para humanos, não há indicação de vacinação prévia, com exceção dos profissionais que trabalham na área e com manejo de animais, conforme avaliação caso a caso feita pelo Centro de Epidemiologia da SMS, baseada nos protocolos do Ministério da Saúde.