Renilda que encontrar o filho Edson, que não vê há 20 anos – Foto: colaboração Banda B

As rugas no rosto, o cabelo sem pentear, as roupas puídas aparecem na hora em que Renilda Gonçalves, de 63 anos, para diante de uma câmera de celular para uma foto que vai ilustrar um pouco de sua história. A máscar de proteção no queixo não é o correto, mas ela prefere assim, pelo menos para “tirar um retrato”.

Moradora em situação de rua, há 20 anos Renilda procura o filho Edson José da Silva. Será que você que está lendo esta reportagem não sabe dele?

Renilda conta que mora na região do Mercado Municipal de Curitiba. Todo mundo a conhece por lá e, de uns tempos pra cá, começou a falar da vontade de encontrar o filho Edson.

Agora, chegando o Dia das Mães, a saudade aperta mais.

A idosa conta que todo dia acorda achando que vai reencontrar o filho e vai dormir pensando que não foi desta vez.

“Estou procurando meu filho desde 2000. Depois da Kastrup (Novo Mundo), no Pinheirinho ou Capão Raso, antes, tinha umas casinhas. Agora virou Cohab. Lá ele estava com uma mulher que tinha cabelo enrolado e permanente, mas depois que morou lá, nunca mais vi ele. Já procurei em todo lugar e não consigo encontrar meu filho”, disse Renilda em entrevista à Banda B na tarde desta quarta-feira (06).

Em terceira pessoa, Renilda comenta sobre a tristeza de não entender o que aconteceu.

“Não sei se ele esqueceu da mãe. Por que que ele não lembra mais da mãe. Por que será que ele não quer ver mais a mãe? Colocaram coisa suja na cabeça dele sobre a mãe, mas tenho coisa boa pra dar a ele. Ele ia muito nas igrejas que tem por ali”, lamenta.

Angela Santos, comerciante da região do Mercado Municipal, conta sobre os hábitos de Renilda. “Ela dorme aqui do lado. Nunca falava nada, mas esses dias ela estava meio emotiva e comentou sobre o filho. Ela sempre chega aqui por volta das 16h”, explicou comerciante em entrevista à Banda B.

O Edson José das Silva é filho de José Felix da Silva. Renilda não descansa na busca de matar a saudade.

Você sabe onde está o Edson? Se sabe, ligue na Banda B. Quem sabe a gente consiga juntar mãe e filho antes deste domingo.