O governador Ratinho Junior justificou, em vídeo publicado nesta sexta-feira (4), o toque de recolher determinado para todo o Paraná. Em pronunciamento publicado em canais oficiais do Estado, ele afirma que é necessário reduzir o fluxo de pessoas na madrugada e, consequentemente, liberar mais leitos de UTI para assistência a infectados pelo coronavírus.

Foto: AEN

“O vírus tem horário? Claro que não, mas 15% dos leitos de UTI do estado são de batidas de carro na madrugada. São pessoas que bebem, pegam o carro, batem em um poste e acabam usando UTIs que poderiam estar sendo usadas para combater o coronavírus e dar assistência a quem está infectado. Além disso, a medida é para evitar que haja bailão, balada e encontros clandestinos nas redes sociais”, diz o governador.

Ele cita ainda que muitos dos jovens que participam das festas acabam levando o vírus para dentro de casa, infectando pais, mães ou avós.

Segundo o decreto, 6294/2020 a venda e o consumo de bebidas alcoólicas, em vias e espaços públicos, estão proibidos das 23 horas às 5 horas. Decreto publicado no dia 2 de dezembro também prevê que apenas serviços essenciais, como saúde e segurança pública, ficam liberados da restrição. A Polícia Militar do Paraná ampliou a fiscalização, reforçando o trabalho das guardas municipais.

Leitos

Ratinho Junior ainda falou sobre a crescente ocupação nos leitos de UTI e pediu a colaboração da população. “Estamos com médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem trabalhando 24 horas por dia, desde março. Não adianta mais comprar respirador, uma vez que já dobramos o número de UTIs. Nós não temos mais médicos para ocupar as UTIs, não temos mais enfermeiros, os profissionais de saúde estão exaustos. Em respeito também a eles, é importante que você se cuide e nos ajude a combater o coronavírus. Só com inteligência, bom senso e ajuda de todos, que vamos conseguir combater essa doença que aflige o mundo todo”, afirma.

Por fim, Ratinho lembrou que apenas com uma vacina, poderemos ter a retomada de uma vida mais próxima do normal. “Nós estamos cansados do vírus, mas ele não cansou da gente. Só vamos conseguir parar o vírus, quando tivermos uma vacina que realmente, comprovadamente, consiga resolver esse problema e esperamos que seja rápido e logo”, concluiu.

Assista ao vídeo na íntegra: