(Foto: Antônio Nascimento – Banda B)

 

O protesto que começou do lado de fora do Palácio Iguaçu na manhã desta segunda-feira (18) e acabou no térreo do local, em Curitiba, chegou ao fim durante a tarde. Cerca de 200 professores e funcionários da rede estadual de ensino se manifestaram contra a redução dos salários do Processo de Seleção Simplificado (PSS) anunciada pelo governo para 2018.

Diante do protesto, a administração marcou para as 17h desta terça (19) uma reunião com representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato), para “reabrir o diálogo com os professores”. “Nós fomos chamados para realizar uma mediação e conseguimos fazer com que o governo recebesse os manifestantes. A partir daí, marcamos uma reunião para que essa decisão possa ser rediscutida. Contaremos com a participação de secretários da Administração, Educação e da Fazenda”, comentou o deputado estadual Luiz Claudio Romanelli (PSB), líder do governo da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), em entrevista à Banda B.

De acordo com ele, a decisão de reduzir os salários é orçamentária e tem como objetivo garantir os recursos para 2018. “Nós precisamos encontrar uma solução para o processo de racionalização do uso do dinheiro público, já que no ano que vem teremos R$ 1,2 bilhão a menos no orçamento do que em 2017. Eu, pessoalmente, me coloquei contrário a essa medida, entendo que não é a melhor alternativa, mas há de se ter redução de recursos”, completou o deputado.

Os professores PSS que trabalham 20 horas semanais recebem R$ 1.415 de salário e R$ 400 de vale-transporte. No caso deles, o pagamento deve diminuir em aproximadamente R$ 200. Já quem tem o contrato de 40 horas e ganha o dobro, R$ 2.830, terá redução de cerca de R$ 400.

De acordo com o presidente da APP, Hermes Leão, a expectativa é de que a reunião marcada para esta terça seja favorável aos professores. “Essa é a nossa pauta central. O programa PSS já é precário e abrange os grupos que recebem os menores salários do estado. Nós jamais imaginamos que o governo pudesse fazer algo assim… Mas eles vieram com essa medida autoritária em um período muito difícil, que é o fim do ano letivo. Então esperamos retomar o debate e cancelar o edital”, disse ele.

A reunião acontece no Palácio do Iguaçu às 17h. Uma hora antes, o Sindicato deve iniciar uma manifestação em frente à sede do governo. “Convocamos quem puder participar. Hoje, a nossa ação foi para garantir o debate. Não viemos provocar danos patrimoniais ou humanos, ou sofrê-los, como já é histórico no nosso estado. Estamos em estado de greve e, no fim de janeiro, teremos o indicativo de uma nova assembleia para avaliar o período e planejar o início do ano letivo”, finalizou.

Ocupação

A ocupação do Palácio aconteceu perto das 12h. Os seguranças não conseguiram conter a entrada dos manifestantes, fechando as portas de acesso ao prédio. Por volta das 12h40, a APP-Sindicato informou na rede social Facebook que o Batalhão de Choque da Polícia Militar havia chegado ao local.

Os manifestantes alegaram que não puderam usar os banheiros e que teriam sido impedidos de levar água e comida para dentro do Palácio.

 

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