Mais de uma semana após o decreto estadual restritivo, que fechou atividades econômicas em Curitiba e região metropolitana, o presidente da Associação Comercial do Paraná (ACP), Camilo Turmina, afirmou que a queda de apenas 10% no número de passageiros do transporte coletivo apontam uma possível ineficácia da medida. Turmina alegou que grandes lojas estão conseguindo abrir e que, com isso, os pequenos comércios vão ficar com todas as consequências econômicas da pandemia.

(Foto: AEN-PR)

 

“Com os ônibus com essa liberalidade toda, vai continuar infectando. Assim vai ficar fechado para sempre o comércio, no abre e fecha, com o pequeno empresário sendo quebrado. Vamos acabar com empregos e pequenos empreendedores e sem se ter uma verdadeira solução”, reclamou o presidente da ACP em entrevista à Banda B na manhã desta sexta-feira (10).

De acordo com um Turmina, os pequenos e médios empresários estão sufocados.”Estão morrendo às mínguas, sem dinheiro para emprestar, porque as linhas de créditos não vem. Estamos morrendo na praia. Está terrível e precisamos urgentemente mudar isso. Precisamos trabalhar e não ver os outros fazendo isso”, disse.

Os ‘outros’ são donos de grande loja que conseguem, segundo Turmina, dar um jeito para manter o funcionamento. “Algumas lojas nunca fecharam e não sei o motivo disso. Tem gente com muita má fé inclusive, porque empresas viraram de primeira necessidade da noite para o dia. Estamos injuriados por isso”, ponderou.

Por fim, o presidente da ACP pediu bom senso neste momento. “Bom senso e cuidado com a vida para não sermos infectados. Vamos evitar de nos infectar, cuidar da vida, mas também pensar na economia”, concluiu.

Governo do Paraná

Sobre a opinião do presidente da ACP, em nota, o Governo do Paraná se manifestou:

“O Governo do Estado reafirma a necessidade de adoção de medidas restritivas para evitar a propagação do novo coronavírus, evitar o avanço da Covid-19, garantir o pleno funcionamento da estrutura de saúde e para preservar a vida dos paranaenses“.