O expressivo aumento de novos casos da Covid-19, que fez Curitiba voltar a bater recorde de casos ativos nesta sexta-feira (27), pegou as autoridades municipais de surpresa durante o mês de novembro. Segundo a secretária da Saúde, Márcia Huçulak, o acompanhamento epidemiológico esperava sim uma segunda onda mais forte da doença, como a atualmente vista na Europa, mas para o final do mês de fevereiro e início do mês de março.

Foto: SMCS

“É um momento delicado, inesperado eu diria e que a gente não está entendendo bem. Não era para a gente ter aumento de caso de Covid-19 agora, mas esse movimento parece ser nacional e até mundial. Eu estava lendo que o número de óbitos é bastante grande no mundo inteiro”, disse a secretária.

Só para termos de comparação, Curitiba tinha 3.935 casos ativos e média próxima dos 300 novos casos diários no início do mês. O número de casos ativos saltou para 12.973 no boletim divulgado nesta sexta-feira (27). Já a média de novos casos diários tem batido consecutivos recordes, com mais de 1,5 mil casos diários.

No painel epidemiológico da administração municipal é possível ver o salto de novos casos ativos:

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Alerta

Questionada sobre a abertura de novos leitos de UTI para o momento “delicado”, como a própria secretária definiu, Huçulak fez um alerta sobre os recursos da cidade. “Tudo é finito na vida. A gente vai chegar em um momento que não vamos ter pra onde correr se a sociedade não nos ajudar”, disse, se referindo ao grande fluxo de pessoas nas ruas.

Segundo ela, é necessário diminuir o fluxo de pessoas nas ruas para garantir o controle do sistema.

Boletim

Nesta sexta-feira (27), Curitiba registrou 1.571 novos casos de covid-19 e 16 óbitos de moradores da cidade infectados pelo novo coronavírus. Até o momento, são 1.694 mortes na cidade provocadas pela doença neste período de pandemia.

Com os novos casos confirmados, 75.015 moradores de Curitiba testaram positivo para a covid-19 desde o início da pandemia.

São 12.973 casos ativos na cidade, correspondentes ao número de pessoas com potencial de transmissão do vírus.

A taxa de ocupação dos 339 leitos de UTI SUS exclusivos para covid-19 está em 93%. Todos os pacientes que são internados com quadro de síndrome respiratória aguda grave vão para os leitos exclusivos covid-19 e não apenas os casos confirmados da doença. No momento restam 24 leitos livres.