O prefeito e o vereador de Campo Magro, Cláudio César Casagrande e Sandro Dias respectivamente, se envolveram em uma confusão, no início da tarde desta sexta-feira (27), no Centro de Tradições Gaúchas (CTG) do município da Região Metropolitana de Curitiba, no bairro Lagoa da Pedra. O prefeito chegou a fazer um exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal de Curitiba (IML) e registou o caso na Delegacia de Polícia de Campo Magro.

O prefeito e o vereador de Campo Magro, Cláudio César Casagrande e Sandro Dias (Foto: Reprodução)

De acordo com o procurador-geral da cidade, Gydeon França, Casagrande é a vítima da situação e no momento do ocorrido estaria vistoriando uma obra no centro de eventos. “O prefeito é vítima dessa situação, não tenho nenhuma dúvida quanto a isso. Esse vereador é uma oposição ferrenha e está sempre atacando o prefeito. Hoje o prefeito estava vistoriando uma obra no centro de eventos e esse vereador estava lá filmando o local para fazer mais uma denúncia infundada no Facebook. Uma breve discussão teria sido iniciada, quando o vereador se irritou e desferiu um soco no lado esquerdo do rosto do prefeito, derrubando ele no chão e continuando com as agressões”, relatou o procurador-geral.

O prefeito explica que para se defender usou uma pedra que acertou na cabeça do vereador. “Eu tava fiscalizando umas obras do município como é de costume, quando cheguei no CTG me deparei com o vereador. Ele começou a me afrontar com palavras de baixo calão e me agrediu, nisso acabei caindo no chão e em legítima defesa peguei uma pedra acertando a cabeça dele”, descreve Casagrande.

Junto com o prefeito, estaria o secretário de agricultura do município que teria retirado Dias de cima do prefeito. “O secretário conseguiu retirar ele de cima do prefeito. O vereador ainda fez ameaças e foi em direção ao seu carro. Preocupados com a possibilidade dele estar indo buscar uma arma dentro de veículo, o secretário foi atrás dele e ele foi embora correndo”, disse França.

Em Curitiba, retornando para Campo Magro, depois de registrar a ocorrência na delegacia e fazer um exame de corpo de delito no IML, o veículo onde estava Casagrande teria sido abordado por uma viatura da Polícia Militar (PM), acompanhado do vereador. “Tomamos conhecimento de que Dias estava dentro da viatura e disse que seu suposto assessor tinha tido seu celular roubado a mão armada pelo prefeito. Os policiais revistaram o carro e encontraram um celular lá dentro, mas a presença do aparelho ali não era de conhecimento de ninguém até então, ou seja, foi plantado ali”, defendeu o procurador-geral que afirma ainda que Casagrande foi vítima de agressão, ameaça, injúria, difamação, além de fraude processual e denunciação caluniosa.

Casagrande acredita que o vereador ou o assessor jogaram o celular dentro de seu veículo, que estava com a porta aberta durante a confusão. “Acabaram achando um celular dentro do meu carro. Acredito que na hora do tumulto o assessor ou o vereador mesmo acabou jogando o aparelho dentro do meu veículo que estava de porta aberta. Quero esclarecer que não fui preso e em nenhum momento entrei na viatura da policia, fui com meu próprio carro para a delegacia e prestei os depoimentos”, contou ele.

Vereador

O vereador Sandro Dias conta que, na verdade, ele teria sido a vítima de agressão e que estava no CTG para verificar uma denúncia contra a prefeitura que chegou a ele via WhatsApp. “Eu recebi uma denúncia no WhatsApp de um munícipe e fui fazer uma filmagem no CTG, onde máquinas e caminhões da prefeitura estariam tirando terra para levar para a avenida Norte Sul. Saindo de lá, o prefeito chegou e sem falar nada pegou o celular da minha mão e me deu uma coronhada na cabeça. O secretário veio pra cima também, me desvencilhei e saí correndo com ele dizendo que ia me matar”, disse o vereador.

O assessor de Dias teria ficado no local, quando o prefeito teria apontado uma arma para ele e ordenado que deixasse o celular e outros equipamentos no chão. “Daí o prefeito levou o celular, o drone e tudo. Depois meu assessor disse que conseguia rastrear o celular, disse para seguirmos eles e ligar para a polícia próximo de onde eles estivessem e dar o flagrante”, descreveu Dias.

O advogado Jeffrey Chiquini, que defende Casagrande, afirma que o vereador induziu a PM a erro quando disse que teria sido vítima de roubo. “Os policiais foram induzidos a erro pelo vereador, que na verdade forjou um fato jogando o celular com rastreador no interior do veículo do prefeito e após uma hora da ocorrência ligou para a polícia dizendo que tinha sido roubado, sem informar que era vereador e que o autor do roubo era o prefeito”, afirmou Chiquini.

Todos os envolvidos foram encaminhados para a delegacia para prestar os devidos esclarecimentos.