O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, reforçou em videoconferência com prefeitos da região metropolitana de Curitiba (RMC), a necessidade de intervenções do Poder Público no transporte coletivo, para evitar a propagação do novo coronavírus. Em reunião que aconteceu nesta sexta-feira (22) e que a Banda B teve acesso, ele afirmou que se nada for feito, há sim possibilidade de ‘lockdown’ na RMC.

Foto: Gilson Abreu/AEN

“Precisamos intervir, caso contrário, teremos sim a possibilidade sim de um locaute, ‘lockdown’, nos próximos dias devido ao acumulo de casos. Eu não quero ser alarmista, mas quero lembrar onde se dá principalmente a explosão de casos: nos grandes centros urbanos. E no Paraná o maior centro urbano é Curitiba e região metropolitana”, disse o secretário.

Ao citar possíveis intervenções no transporte, Beto Preto citou a necessidade de diluir a concentração de pessoas, principalmente tirando a aglomeração dos horários de pico, e buscando reduzir o número de pessoas idosas, “que não tenham qualquer explicação para estar em Curitiba”.

O presidente da Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec), Gilson Santos ressaltou que a agência vem buscando constantemente ações para evitar ao máximo a aglomeração dentro dos veículos, considerados potenciais propagadores da doença. A alternativa, destacou, é contar a parceria da iniciativa privada na flexibilização dos horários de entrada e saída dos trabalhadores. “Infelizmente o distanciamento social recomendado é impraticável dentro do transporte coletivo. Por isso, as pessoas e empresas precisam fazer a sua parte, alterando os horários de trabalho”, afirmou.

De acordo com o mais recente boletim da Secretaria Estadual da Saúde, o Paraná registrou 194 casos da Covid-19 entre quarta e quinta-feira. Com os números, o estado chegou a 2.810 casos da infecção.

Diante da necessidade, os prefeitos criaram um fórum de gerenciamento metropolitano, justamente para que as cidades possam tomar ações conjuntas de combate à pandemia.

Academias

Durante a reunião, Beto Preto também falou sobre a possível reabertura de academias e disse que a Sesa não indica a retomada. “Determinação judicial, nós temos que cumprir. Nesse momento, se encontra aberta a possibilidade de funcionamento, mas do ponto de vista da Saúde Pública, é um ambiente claro de transmissão e contágio, com muito respeito aos profissionais da Educação Física. Não vejo a possibilidade da assepsia, da limpeza, porque as pessoas passam de equipamento para equipamento durante o treino. Então, com a limpeza de cada pessoa que passe por ali, é um custo muito alto, isso falando apenas da musculação”, disse.

Com esse posicionamento, a Sesa já informou que vai recorrer da decisão que autorizou o funcionamento.