A secretária municipal de Saúde de Curitiba, Márcia Huçulak, disse em entrevista coletiva nesta segunda-feira (17) que é preciso esperar pelo menos até o final de agosto para decidir sobre a retomada presencial nas escolas particulares. Após Curitiba anunciar a bandeira amarela e, consequentemente, afrouxar o funcionamento de atividades econômicas, o Sindicato das Escolas Particulares (Sinepe) do Paraná reiterou o pedido para a volta das aulas na educação infantil e séries iniciais do ensino fundamental.

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“A gente vem discutindo com o governo estadual a respeito, mas acho que precisamos esperar agosto passar pra ver se efetivamente estamos em uma descida de casos e não colocar ninguém em risco nesse momento”, contou Huçulak.

A secretária afirmou ainda que o novo decreto não orienta o funcionamento das escolas privadas, apenas das instituições públicas. “Quem fez um decreto restringindo foi o Governo do Estado, mas a gente tem conversado com o Sinepe e com a Secretaria Municipal de Educação. Porém ainda não há data, nem previsão, para esse retorno das escolas acontecer”, revelou a secretária.

O ofício do Sinepe pedindo o retorno presencial das aulas no anos iniciais foi encaminhado à administração municipal nesta segunda-feira.

A médica infectologista da Secretaria de Saúde, Marion Burger, defendeu que a volta das escolas deve acontecer com ‘muito cuidado’. “Escolas são aglomerações. Aglomerações nesse momento não podem acontecer da forma como aconteciam. Se for pra retomar as aulas, essa volta vai ter que ser com muito cuidado, com regras que realmente vão ser diferentes das que tínhamos anteriormente”, explicou.

No momento, não há data para análise do ofício encaminhado à Prefeitura.